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por Frederico Carvalho

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✅  O futuro do e-commerce;
🚀 Atualidades do mundo do marketing & economia digital.

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E-COMMERCE

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Será que a Amazon e o Alibaba vão dominar tudo?
Ou ainda há espaço na Internet para abrir uma loja online própria?

Geralmente, todos os negócios pretendem adquirir uma carteira de clientes e vender os seus produtos/serviços, aproveitando o ambiente online. Este fenómeno teve uma aceleração (como é de conhecimento geral) durante a pandemia. 

Sucintamente, tendo em mente a área do e-commerce, existem dois grandes caminhos para as empresas venderem online: ter um ativo digital próprio; ou ligar-se a uma «central elétrica» online, como a Amazon. Ambos têm desvantagens.

Antes de apresentar os meus argumentos, é importante referir que o comércio eletrónico cresceu 27,5% em 2020 e é expectável que este ano tenha um crescimento de 21,0%.
Números espantosos.

A eMarketer prevê que 52,1% das vendas a retalho na China sejam do comércio eletrónico, em 2021, em comparação com 44,8% no ano anterior.

(⭐Pro ↓)

Uma loja de queijos regional ou de brinquedos local podem criar o seu próprio website para comercializar o seu produto. Para tal, é necessário investir tempo e dinheiro, para ganhar notoriedade, tráfego e competências para operar um novo canal, com várias exigências.

A alternativa seria aproveitar as lojas online já estabelecidas, com potenciais clientes. Utilizar essas plataformas facilita o processo de expedição dos produtos em troca ficam com uma comissão. No entanto, existem algumas das desvantagens para os negócios locais, podendo perder o controlo e clientes menos fidelizados perante uma agressiva concorrência, dada a oferta variada que estas plataformas multiproduto disponibilizam.

É de realçar que existem milhares de empresas tecnológicas com propostas comerciais atrativas.

Em diferentes graus, todas estas empresas tentam fazer a ponte entre a abordagem «faça você mesmo» em comparação com empresas online que já têm audiência, consideradas como vastos centros comerciais na Internet, como a Amazon, Alibaba, Dott, entre outros.

O Facebook e as suas aplicações Instagram e WhatsApp apresentam soluções simples para que qualquer micro/pequena empresa possa utilizar o seu software na gestão da sua audiência sem perderem independência.
A Square e a WeChat na China apresentam uma premissa semelhante.

Talvez a mais interessante seja a Shopify. O seu software tem 1,7 milhões de empresas com lojas online, e cresce a passos largos durante a pandemia.

Impulsionada por legiões de consumidores, a plataforma canadiana de e-commerce registou um crescimento impressionante esta semana, com as receitas anuais a aumentarem 86% para 2,93 mil milhões de dólares ao longo de 2020.

O volume bruto de mercadorias para o quarto trimestre foi de 41,1 mil milhões de dólares, o dobro em comparação com o mesmo trimestre de 2019.

Por uma taxa mensal e uma comissão relativamente pequena sobre as vendas, as empresas podem usar Shopify para criar um website e uma web-app, permitindo mostrar as imagens dos seus produtos, ligar-se aos seus sistemas de inventário e tratar dos pagamentos online.

Esta semana, foi noticiado que a Amazon comprou uma empresa semelhante à Shopify, chamada Selz.

O exemplo da China no futuro do e-commerce

Pela primeira vez na história, a China terá a maior parte das vendas a retalho através de e-commerce: 52,9%.

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Colocando esta conquista em perspetiva, o sucesso do comércio eletrónico da China é inigualável em todo o mundo, já que a segunda maior percentagem do total de vendas a retalho em e-commerce é da Coreia do Sul, com projeção para transacionar 28,9% das suas vendas online, este ano. 

Nos EUA, esse valor será de apenas 15%, e a média dos países da Europa Ocidental será de 12,8%.
É importante compreender que as maiores rondas de financiamento de tecnologia em 2020 ocorreram sobretudo na China.

De acordo com a GlobalData, das cinco maiores empresas privadas de tecnologia do mundo, quatro são empresas chinesas.

Os dados mostram como as empresas chinesas em fase final de arranque angariaram milhares de milhões de dólares de investidores internacionais e nacionais, durante a recuperação do país perante a pandemia do coronavírus e o crescimento no mercado global de ações.

A China há muito que lidera o mercado em números agregados de vendas de comércio eletrónico e a quota do e-commerce no total das vendas a retalho. 

Em 2018, essa quota era de apenas 29,2%, valor relativamente próximo da quota do comércio eletrónico na Coreia do Sul e no Reino Unido este ano.

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O que contribuiu para este crescimento?

Miniprogramas WeChat. A superaplicação da Tencent existe na China há quase uma década, mas só recentemente é que a interface do WeChat começou a facilitar o comércio eletrónico a terceiros. Os miniprogramas permitem a todos os tipos de empresas alavancar a base de utilizadores do WeChat, sendo extremamente populares entre comerciantes e consumidores. 

Assim que o WeChat implementou a sua opção de miniprogramas, o boom do comércio social da China começou verdadeiramente. De acordo com vários relatórios dos meios de comunicação social, mais de 200 mil milhões de dólares em comércio eletrónico foram transacionados através destes programas no ano passado, contando como comércio social (impulsionado pela interação entre as pessoas na rede social).

Pinduoduo. O fenómeno da compra em grupo em e-commerce através das redes sociais da China subiu de 0,5%, em 2016, para uma quota projetada de 13,2%, este ano. O Alibaba prevê um crescimento de 50,8% e a JD.com de 15,9%.

A Pinduoduo ampliou a participação da China no comércio eletrónico das zonas rurais com mais eficácia do que qualquer outra plataforma – tanto em termos de compra, como de venda – e tornou-se a quarta maior empresa de comércio eletrónico do mundo.

A proposta de valor de Pinduoduo continua a ser única, mesmo a uma escala global. Os americanos, por exemplo, não têm nenhuma plataforma para gerar descontos de compra a granel à escala das suas comunidades, não sabendo quando terão.

Livestreaming «comércio ao vivo». A Taobao do Alibaba, JD.com, e concorrentes mais recentes do lado do entretenimento como Douyin (a versão chinesa do TikTok) e Kuaishou recorrem frequentemente à nova tendência de promover o comércio eletrónico ao vivo através de vídeo digital. 

O comércio ao vivo é, quase por definição, uma atividade dos meios de comunicação social, mas em primeira instância das propriedades tradicionalmente não sociais.
O Alibaba liderara o caminho no comércio de vivestreaming, e as plataformas organicamente videocêntricas como Douyin têm uma vantagem óbvia no crescimento.

O coronavírus. Não devemos ignorar que a pandemia afetou os números de 2020. Embora a China tenha suprimido a ameaça do coronavírus mais rapidamente do que qualquer outro país – e tenha operado com uma economia maioritariamente normalizada durante quase três trimestres consecutivos -, a verdade é que o comportamento do consumidor foi alterado no ano passado. 

As compras nos supermercados online aumentaram graças aos confinamentos, e esta preferência vai manter-se no longo prazo. Além disso, as pessoas vão continuar céticas durante muitos meses após o vírus ter deixado de ser um perigo generalizado, e esta hesitação em relação às atividades sociais ajudou e vai ajudar, a sustentar o impulso do e-commerce.

Em 2022, a eMarketer projeta que o comércio eletrónico irá crescer 11% e que a quota no total do comércio a retalho na China vai atingir 55,6%. 

A história da Internet mostra que o sucesso é maior para as empresas que reúnem um vasto número de pessoas, nomeadamente aquelas que possuem uma base de dados.
E nisso o Alibaba e a Amazon não facilitam.

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Hoje

1853 – Guimarães passa a cidade.

1945 – Aquando da II Guerra Mundial, cerca de 30 mil fuzileiros norte-americanos desembarcam em Iwo Jima.

1963 – Moscovo concorda com a retirada das tropas de Cuba. É o ponto final na crise dos mísseis, que opôs a administração norte-americana e soviética, no outono anterior. Este foi um dos motivos que levou à criação da Internet > ver vídeo

1983 – Lançamento, pela Apple (Steve Jobs como presidente), do Lisa, o primeiro computador pessoal com interface gráfico e rato.

1986 – A estação espacial soviética MIR entra em órbita.

1997 – Morre Rómulo de Carvalho, professor, cientista, historiador, investigador e poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão. Tinha 90 anos.

2016 – O Presidente da República, Cavaco Silva, promulga as leis sobre a adoção por casais homossexuais e as alterações à lei da Interrupção Voluntária da Gravidez.

Breves

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O domínio português .pt, atingiu, terça-feira, um total de 1034 domínios registados em .pt num só dia, após a entrada em vigor das novas Regras de Registo de .pt. É o maior número de registos efetuados num dia desde a liberalização deste domínio, em 2012.

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De acordo com a REDUNIQ Insights, os hábitos de consumo dos portugueses mudaram entre confinamentos. A faturação nacional observada registou um crescimento de 2% em comparação ao ano anterior. Existiu ainda uma quebra de 49% na faturação estrangeira.

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A última newsletter da Google alerta para a importância das legendas nos vídeos, um aspeto crucial muitas vezes ignorado. Para fazer vídeos impactantes para todos os consumidores, uma boa experiência com legendas é essencial.

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A TikTok enfrenta novas queixas regulamentares na Europa.

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A China bloqueou a oferta pública de aquisição (IPO) de Ant, empresa onde Jack Ma é acionista maioritário, após uma investigação ter revelado ligações a potenciais adversários do Presidente Xi.

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A empresa de risco Sequoia Capital liderou o último financiamento de $850 milhões da SpaceX que avaliou a empresa em $74 mil milhões, registando assim um aumento significativo em relação ao verão passado, quando a empresa foi avaliada em 46 mil milhões de dólares numa ronda também liderada pela Sequoia.

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A Bitcoin atinge $50k: terça-feira foi um grande dia para muitos investidores, uma vez que a moeda criptográfica passou ligeiramente o marco dos $50k. A estreia da oferta pública (IPO), em breve da Coinbase (empresa de criptogramas), vai alavancar o mercado. 🚀

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A Amazon adquiriu a Selz, uma concorrente da Shopify, que ajuda as pequenas empresas a construir lojas online.

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SpaceX to the moon 🚀 : A empresa espacial Elon Musk acaba de angariar $850m com uma avaliação de capitalização de mercado de $74 mil milhões.

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A Google concordou em pagar a Rupert Murdoch’s News Corp pela utilização do seu conteúdo noticioso em todo o mundo, pondo fim a um longo impasse com o império noticioso de Murdoch e os reguladores australianos. Durante os últimos meses, os legisladores australianos planeavam forçar as empresas de tecnologia, como Facebook e Google, a pagar pelas notícias, uma medida que, segundo a Google, a obrigaria a desligar o seu motor de busca no país.

📌 
O Facebook está a exercer a sua influência ao cortar a visibilidade das organizações australianas sem fins lucrativos e mesmo sites de saúde do governo na sua crescente luta com o governo e os editores de notícias.

A rede social realçou anteriormente que bloquearia a visualização e a partilha de notícias no país, aos utilizadores, em resposta à legislação proposta que obrigaria o Facebook e a Google a pagar às empresas de comunicação social pelo seu conteúdo nos termos estabelecidos por uma terceira parte.

A Google fez um acordo com a News Corp., proprietária do The Wall Street Journal e da Fox News, para pagar pelo seu conteúdo em todo o mundo. A Google tinha anteriormente ameaçado retirar o seu motor de pesquisa, inteiramente da Austrália.

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A Epic Games, fabricante de Fortnite, apresentou uma queixa antitrust contra a Apple junto dos reguladores europeus, o último passo na sua batalha com o gigante da tecnologia sobre o apertado controlo exercida sobre a sua loja de aplicações.

A queixa alega que a Apple restringe os criadores em torno do pagamento e da distribuição de aplicações, o que a empresa de jogos alega ser contrário às leis de concorrência europeias.

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O CEO do Facebook Mark Zuckerberg, o CEO da Alphabet Sundar Pichai e o CEO do Twitter Jack Dorsey preparam uma nova aparição em Washington no próximo mês para outra audiência do Congresso, informou o Washington Post, desta vez sobre desinformação. 

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A Dropbox registou um crescimento de receitas de 13% no último trimestre, o quarto consecutivo em que o seu crescimento abrandou. 

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Das cinco maiores empresas privadas de tecnologia de risco do mundo, com base no montante angariado em 2020, quatro eram empresas chinesas, segundo a empresa de investigação GlobalData