A b\u00ean\u00e7\u00e3o e o pecado econ\u00f3mico da Internet<\/strong><\/h2>Para a Apple, Amazon, Facebook, e Alphabet, a COVID-19 foi uma b\u00ean\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica. Mesmo quando a pandemia provocou uma profunda recess\u00e3o na economia global e baixou os lucros da maioria das empresas, estas n\u00e3o s\u00f3 sobreviveram como prosperaram. <\/p>
Coletivamente, t\u00eam agora receitas anuais de bem mais de um trili\u00e3o de d\u00f3lares, e o valor das suas a\u00e7\u00f5es disparou: juntas valem mais 2,5 trili\u00f5es de d\u00f3lares do que h\u00e1 15 meses. <\/p>
A inova\u00e7\u00e3o na Internet n\u00e3o parou.<\/strong><\/p>De acordo com Elon Musk, a rede Starlink<\/strong> \u2013 que pressup\u00f5e um novo sistema de internet de alta velocidade, constante e acess\u00edvel em qualquer lugar atrav\u00e9s da rede de sat\u00e9lites desenvolvidos pela SpaceX \u2013 superou recentemente os 70 000 utilizadores.<\/p>Com base nestes dados, Elon Musk espera um crescimento exponencial de utilizadores, atingindo os 500 000 em 12 meses.<\/p>
Para concretizar o projeto, Musk enviou para a \u00f3rbita da Terra cerca de 1500 sat\u00e9lites, que poder\u00e3o cobrir, praticamente, todas as regi\u00f5es do planeta, incluindo as mais in\u00f3spitas.<\/p>
\u00abEm agosto, deveremos ter conectividade global para todas as partes do mundo, exceto os polos\u00bb, acrescentou.<\/p><\/blockquote>
As grandes empresas tecnol\u00f3gicas t\u00eam sido alvo de regula\u00e7\u00e3o<\/strong> sem precedentes por parte de pol\u00edticos e reguladores governamentais nos EUA e na Europa. <\/p>Embora o discurso do \u00f3dio possa ter recebido a maioria das manchetes e a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, as empresas enfrentam amea\u00e7as muito mais substantivas, sob a forma de novos processos judiciais, propostas de lei e regulamentos. <\/p>
No ver\u00e3o passado, o Comit\u00e9 Judici\u00e1rio da C\u00e2mara dos EUA concluiu uma investiga\u00e7\u00e3o de 19 meses sobre alegadas atividades anticoncorrenciais dos tit\u00e3s tecnol\u00f3gicos. <\/p>
O relat\u00f3rio de 450 p\u00e1ginas descreveu as empresas como \u00abos tipos de monop\u00f3lios que vimos pela \u00faltima vez na era dos bar\u00f5es do petr\u00f3leo e dos magnatas dos caminhos-de-ferro\u00bb e recomendou que o governo tomasse medidas. <\/p><\/blockquote>
A Europa est\u00e1 a criar regulamentos mais rigorosos para tentar limitar o poder da Big Tech. <\/strong>E a a\u00e7\u00e3o antitrust<\/em>, pelo menos no que diz respeito \u00e0 ind\u00fastria tecnol\u00f3gica, tornou-se a mais rara das coisas: uma quest\u00e3o bipartid\u00e1ria.<\/p>Em muitos aspetos, parece que estamos a voltar \u00e0 vis\u00e3o antitrust<\/em> que determinou a pol\u00edtica dos EUA em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s grandes empresas durante grande parte do s\u00e9culo XX: uma vis\u00e3o que \u00e9 muito mais c\u00e9tica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s virtudes do tamanho e muito mais disposta a ser agressiva para impedir que as empresas exer\u00e7am o poder de monop\u00f3lio.<\/p>As principais leis antitrust<\/em> da Am\u00e9rica foram escritas na viragem do s\u00e9culo XX. A Lei Sherman Antitrust de 1890 e a Lei Clayton de 1914 permanecem nos livros at\u00e9 hoje. <\/p>Foram escritas em linguagem ampla e de longo alcance (e mal definida), visando os monopolistas que se dedicavam ao que chamavam \u00abrestri\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio\u00bb. E foram impulsionados em grande parte pelo desejo de refrear os gigantescos trusts<\/em> que, atrav\u00e9s de uma s\u00e9rie de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es, passaram a dominar a economia industrial americana. <\/p>H\u00e1 necessidade de regulamentar e limitar os ciberespa\u00e7os<\/strong>, nomeadamente atrav\u00e9s da regulamenta\u00e7\u00e3o sobre as pr\u00f3prias plataformas, mas tamb\u00e9m sobre as formas publicit\u00e1rias.<\/p>A Uni\u00e3o Europeia est\u00e1 empenhada na compatibiliza\u00e7\u00e3o do mundo digital com os direitos fundamentais e com a democracia, pelo que se encontra a desenvolver um Regulamento de Servi\u00e7os Digitais e um Regulamento dos Mercados Digitais<\/strong>, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais e os consumidores e que visa regular as consequ\u00eancias negativas das plataformas digitais, detentoras de posi\u00e7\u00f5es dominantes e utiliza\u00e7\u00e3o de dados para fins n\u00e3o autorizados, como veio a acontecer no caso da Cambridge Analytica.<\/p>Portugal aprovou a Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital, atrav\u00e9s da Lei 27\/2021 de 17 de maio de 2021, e que entrar\u00e1 em vigor no dia 16 de julho.<\/p>
Esta carta visa que Portugal participe no processo mundial de transforma\u00e7\u00e3o da internet num \u00abinstrumento de conquista de liberdade, igualdade e justi\u00e7a social e num espa\u00e7o de promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e livre exerc\u00edcio dos direitos humanos, com vista a uma inclus\u00e3o social em ambiente digital\u00bb. Esta carta reconhece v\u00e1rios direitos digitais.<\/p><\/blockquote>
A maioria das empresas precisa de acelerar a transforma\u00e7\u00e3o digital.<\/strong><\/p>Para participarem plenamente no boom<\/em> tecnol\u00f3gico, ter\u00e3o de definir estrategicamente os seus modelos de neg\u00f3cio e as formas de incorporar as novas oportunidades tecnol\u00f3gicas.<\/p>Os dados s\u00e3o um dos ativos mais importante de uma empresa.
E esse ativo precisa de regras para o bem comum.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"
Um ano a fazer chamadas regulares de trabalho via Zoom e maratonas de Netflix, a maioria da popula\u00e7\u00e3o mundial est\u00e1 mais online do que nunca….<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":93580,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[2142,2079,2141],"tags":[2122,2158,2160,2159],"class_list":["post-93577","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacao","category-negocios","category-redes-sociais","tag-internet","tag-internet-em-pandemia","tag-marketing-do-ano","tag-resumo-do-ano"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fredericocarvalho.pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93577","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fredericocarvalho.pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fredericocarvalho.pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fredericocarvalho.pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fredericocarvalho.pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93577"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fredericocarvalho.pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93577\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93579,"href":"https:\/\/fredericocarvalho.pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93577\/revisions\/93579"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fredericocarvalho.pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93580"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fredericocarvalho.pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fredericocarvalho.pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fredericocarvalho.pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}