{"id":3201,"date":"2015-08-19T16:19:46","date_gmt":"2015-08-19T15:19:46","guid":{"rendered":"https:\/\/fredericocarvalho.pt\/?p=3201"},"modified":"2021-09-28T17:51:18","modified_gmt":"2021-09-28T16:51:18","slug":"estrategias-eleitorais-na-era-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fredericocarvalho.pt\/estrategias-eleitorais-na-era-digital\/","title":{"rendered":"Estrat\u00e9gias eleitorais na era digital: profissionais fazem a diferen\u00e7a"},"content":{"rendered":"
Recentemente num debate\u00a0televisivo na SIC Not\u00edcias\u00a0<\/a>sobre a pol\u00e9mica dos cartazes do PS (Partido Socialista), um reputado, Deputado da Assembleia da Rep\u00fablica em Portugal, disse que se tratava de um\u00a0\u00a0fait divers<\/em>\u00a0sem nenhuma import\u00e2ncia, \u00a0uma maneira de express\u00e3o que os mais finos chamam silly season<\/em>.<\/p>\n “\u00e9 uma hist\u00f3ria que n\u00e3o \u00e9 hist\u00f3ria de coisa nenhuma” disse o pol\u00edtico Jo\u00e3o Barroso Soares.<\/p><\/blockquote>\n Foi ainda not\u00edcia, o resultado improcedente da ac\u00e7\u00e3o judicial promovida pelo\u00a0economista e pol\u00edtico brasileiro A\u00e9cio Neves, contra os maiores sites de pesquisa da internet, e que pretendia neutralizar os detratores do candidato pelo PSDB na \u00faltima corrida \u00e0s presidenciais (2014) e ficou em 2\u00ba lugar, perdendo para a Dilma Rousseff. O\u00a0objetivo da ac\u00e7\u00e3o que veio a ser negada era que se \u00a0identificasse e neutralizasse os detratores na internet, restringindo as pesquisas e impedindo a liga\u00e7\u00e3o do seu nome a termos que conduzissem \u00a0os utilizadores a not\u00edcias desfavor\u00e1veis ao pol\u00edtico, associando-o a \u201cdesvio\u201d de recursos p\u00fablicos no seu\u00a0governo em Minas Gerais (Brasil). As not\u00edcias, alegou o \u00a0pr\u00f3prio foram espalhadas por uma \u201cquadrilha virtual\u201d, \u201cabastecida com recursos p\u00fablicos\u201dcom o intuito de denegrir advers\u00e1rios do governo.<\/p>\n Estes dois casos fizeram-me recordar\u00a0\u00a0\u00a0Paul F. Lazarsfeld<\/a>,\u00a0um estudioso da aplica\u00e7\u00e3o da psicologia para os problemas sociais e econ\u00f3micos, (An Episode in the History of Social Research: a Memoir<\/a>), que em 1969 fez \u00a0uma alus\u00e3o cl\u00e1ssica\u00a0ao uso do marketing<\/i> na pol\u00edtica com a ideia de promover ou “vender” um candidato a cargo pol\u00edtico como se este fosse um sabonete, numa an\u00e1lise sociol\u00f3gica dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e, especialmente, os seus efeitos sobre a forma\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n Ora, tal como antes, a quest\u00e3o da efici\u00eancia e efic\u00e1cia do marketing politico coloca-se na actualidade com a diversidade de novas plataformas digitais que exigem uma\u00a0reflex\u00e3o: o equacionar de\u00a0temas fundamentais de uma campanha pol\u00edtica digital que servem\u00a0candidatos, profissionais de comunica\u00e7\u00e3o, produtores de eventos, profissionais de marketing e qualquer pessoa com interesse no processo de marketing pol\u00edtico.<\/p>\n O que faz uma campanha digital ser eficiente e eficaz n\u00e3o \u00e9 apenas um bom uso da tecnologia, mas o encontro dela com o comportamento, as particularidades e os interesses do p\u00fablico-alvo.<\/p><\/blockquote>\n N\u00e3o se pode pensar em campanha pol\u00edtica na internet como simplesmente um espa\u00e7o para divulgar as pe\u00e7as feitas para a campanha tradicional. Tudo deve ser adaptado e remodelado para esse novo ambiente da disputa eleitoral\u00a0que \u00e9 o mundo digital.<\/p>\n As ferramentas para cria\u00e7\u00e3o de campanhas de marketing pol\u00edtico digital est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de todos os participantes, do candidato mais simples ao mais sofisticado.\u00a0O marketing pol\u00edtico real\u00e7a e destaca as qualidades dos candidatos para apresentar ao eleitorado atraindo\u00a0os eleitores \u00e0 sua causa e, dessa forma, aos votos direcionados.<\/p>\n Uma das profiss\u00f5es mais valorizadas para o papel de mediador foi durante muitos anos, a de jornalista, profiss\u00e3o distinta e cada vez mais vocacionada para a investiga\u00e7\u00e3o. Estabelecer uma liga\u00e7\u00e3o entre uma entidade (indiv\u00edduo ou institui\u00e7\u00e3o) e o p\u00fablico, conferia ent\u00e3o uma rede de contactos privilegiada e conhecimento com acesso apenas a determinadas camadas populacionais.<\/p>\n A evolu\u00e7\u00e3o dos tempos, com a multiplicidade de meios de comunica\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o do cidad\u00e3o, mostrou que a experi\u00eancia de jornalista \u00e9 importante, mas havia uma necessidade de complementar com outros conhecimentos, em especial o de consultoria de gest\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o. Hoje, h\u00e1 no mercado profissionais de campanha especializados, experientes e tecnicamente preparados \u00a0sobre v\u00e1rias \u00e1reas.<\/p>\n O papel do consultor \u00e9 de um profissional de comunica\u00e7\u00e3o que auxilia com ferramentas mentais e metodol\u00f3gicas para que, a n\u00edvel nacional ou internacional se apresentem solu\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias \u00a0aos problemas associados ao \u00a0enquadramento dos protagonistas pol\u00edticos. Por isso o marketing especializado em comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica, na vertente \u00a0pol\u00edtica e eleitoral \u00e9 fundamental.\u00a0Estuda-se, definem-se os instrumentos de comunica\u00e7\u00e3o e adequa-se ao or\u00e7amento necess\u00e1rio para comunicar com determinado p\u00fablico.<\/p>\n Regra geral, a comunica\u00e7\u00e3o neste tipo de organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas pauta-se pela discri\u00e7\u00e3o das suas t\u00e9cnicas e metologias, procurando destacar a confian\u00e7a e a mensagem dos candidatos.<\/p>\n Como se faz \u00e9 acess\u00f3rio e apenas o meio para chegar ao produto final, ao sucesso do que se pretende. O jogo dos profissionais na teia dos interesses<\/strong><\/p>\n \u00c9 frequente candidatos ou organiza\u00e7\u00f5es recorrerem a empresas especializadas em marketing pol\u00edtico, que possuem ou montam equipes de apoio de acordo com os recursos financeiros \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do contratante.<\/p>\n Em 1989 nomes de profissionais como\u00a0Nizan Guanaes<\/a> e Duda Mendon\u00e7a<\/a> (um dos respons\u00e1veis pela actualiza\u00e7\u00e3o da imagem p\u00fablica de Lula da Silva em 2002)\u00a0passaram a estabelecer os par\u00e2metros (inclusive de remunera\u00e7\u00e3o) pelos quais os profissionais se guiavam.<\/p>\n No Brasil, a partir de 1991, os profissionais de marketing pol\u00edtico passaram a contar com uma associa\u00e7\u00e3o da classe, a ABCOP<\/a>. O\u00a0franc\u00eas\u00a0Jacques Segella, foi convidado em 1987 para trabalhar a campanha do Partido Socialista, em Portugal. Profissional prestigiado pela vit\u00f3ria da campanha de 1981 de Fran\u00e7ois Mitterrand a presidente da Rep\u00fablica em Fran\u00e7a.<\/p>\n Mas h\u00e1 \u00e9poca, o PSD tinha a\u00a0direc\u00e7\u00e3o a cargo de Jorge Alves da Silva e a direc\u00e7\u00e3o criativa estava entregue a Lu\u00eds Silva Moreira, com a campanha “Portugal\u00a0\u00a0N\u00e3o Pode Parar” que deu a maioria absoluta a An\u00edbal Cavaco Silva.<\/p>\n Edson Athayde com o socialista Jorge Coelho, em 1996, pouco depois das legislativas que levariam Ant\u00f3nio Guterres ao poder Fotografia \u00a9 Arquivo DN<\/p><\/div>\n Em Portugal, um dos especialistas, em\u00a0destaque, \u00e9 \u00a0Edson Athayde, profissional que em conjunto com Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro e Jorge Coelho, foi respons\u00e1vel pelo trabalho \u00a0de duas elei\u00e7\u00f5es legislativas, sendo a primeira em 1995 que levou Ant\u00f3nio Guterres ao seu primeiro mandato como primeiro-ministro. Para muitos foi um\u00a0momento de ruptura dentro de um PS at\u00e9 ent\u00e3o agarrado a burocracias e hierarquias internas, \u00a0e que levou \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o das campanhas centradas no partido \u00e0s apostas focadas no l\u00edder. Com Marcelo Rebelo de Sousa a op\u00e7\u00e3o foi para a ag\u00eancia em Portugal do franc\u00eas Seguella,\u00a0Euro RSCG.<\/p>\n Mais tarde, com Dur\u00e3o Barroso na lideran\u00e7a, o respons\u00e1vel pela campanha do PSD para as legislativas de 1999 foi Manuel Maltez<\/a>, hoje Director Geral do grupo WPP em Portugal, \u00e0 \u00e9poca\u00a0director-geral da BBDO Portugal.<\/p>\n Outros profissionais como\u00a0Hiran Pessoa de Mello (Brasil) trabalhou a campanha Ferreira do Amaral,\u00a0Einhart J\u00e1come Paz (brasileiro) fez a campanha vitoriosa de Santana Lopes para a C\u00e2mara de Lisboa no final de 2001 e, logo de seguida, liderou a campanha do PSD para as legislativas em 2002. A CV&A orgulha-se de ter \u2018ganho\u2019 duas das tr\u00eas elei\u00e7\u00f5es em que participou em Portugal, sempre em circunst\u00e2ncias adversas, nomeadamente na \u2018vit\u00f3ria\u2019 que foi o segundo lugar de Carmona Rodrigues na elei\u00e7\u00e3o como independente para a C\u00e2mara Municipal de Lisboa.<\/p>\n Jo\u00e3o Tocha<\/a>, fundador e ex-director-geral da Emirec, criador \u00a0da consultora F5C foi, desde meados da d\u00e9cada de 90, coordenador de v\u00e1rias campanhas eleitorais e de diferentes for\u00e7as pol\u00edticas. Filipe Menezes em 2013; \u00a0Ant\u00f3nio Costa nas aut\u00e1rquicas de 2009; Carlos C\u00e9sar,em 2008; Fernando Gomes no Porto por duas vezes.<\/p>\n De acordo com um estudo publicado na revista An\u00e1lise Social, do Instituto de Ci\u00eancias Sociais da Universidade de Lisboa, em Outubro de 2008, o caminho seguido pelo ex-primeiro ministro S\u00f3crates, sugere tr\u00eas conclus\u00f5es: Herdou de Guterres a preocupa\u00e7\u00e3o com a televis\u00e3o, acentuou a personaliza\u00e7\u00e3o das campanhas eleitorais e criou um n\u00facleo duro fora dos \u00f3rg\u00e3os partid\u00e1rios onde pela primeira vez surge a figura do campaign manager, um consultor externo, \u00e0 \u00e9poca Lu\u00eds Paix\u00e3o Martins, da LPM, com grande poder na defini\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia.<\/p>\n Em 2009, o Partido Socialista (PS) na lideran\u00e7a de Jos\u00e9 S\u00f3crates contrata os servi\u00e7os da Blue State Digital, a empresa que desenvolveu vertente online e multim\u00e9dia da campanha do actual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. \u00a0Na altura o\u00a0gabinete do primeiro-ministro, referiu que pretendia adoptar\u00a0o conceito da campanha de proximidade com contactos atrav\u00e9s de emails, SMS, f\u00f3runs online e redes sociais como o Facebook, Hi5, Twitter ou Flickr.<\/p>\n Luis Bernardo, consultor de comunica\u00e7\u00e3o que trabalhou a candidatura de Manuel Maria Carrilho \u00e0 Camara Municipal de Lisboa, esteve ao servi\u00e7o com lideran\u00e7as\u00a0de Guterres, assumindo a coordena\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com Jos\u00e9 S\u00f3crates e Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro.\u00a0Mafalda Costa Pereira<\/a> que tamb\u00e9m trabalhou com Jos\u00e9 S\u00f3crates tinha a\u00a0coordena\u00e7\u00e3o da equipa de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n Andr\u00e9 Gustavo Vieira da Silva, da Arcos Comunica\u00e7\u00e3o, fundada pelo pai, est\u00e1 a trabalhar nesta campanha eleitoral com o PSD e Pedro Passos Coelho, o seu primeiro cliente portugu\u00eas.\u00a0Andr\u00e9 Gustavo assessorou Passos na campanha de 2011.<\/p>\n Numa\u00a0publica\u00e7\u00e3o no Facebook em 2015, o CEO da LIFT WORLD e Lift Consulting,\u00a0Salvador da Cunha<\/a>, \u00e9 perempt\u00f3rio quanto \u00e0 decis\u00e3o de n\u00e3o prestar servi\u00e7os na \u00e1rea da pol\u00edtica.<\/p>\n Lu\u00eds Paix\u00e3o Martins<\/a> escreveu no seu blogue e a prop\u00f3sito de Cunha Vaz, que se estava a assistir a uma \u201cnovela mexicana\u201d e que os associados da APECOM (Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunica\u00e7\u00e3o e Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas) deveriam reflectir \u201cse a coabita\u00e7\u00e3o com a protagonista da \u2018novela mexicana\u2019 n\u00e3o era prejudicial para as suas empresas\u201d.<\/p>\n A presidente do PSD voltou a colocar na ordem do dia o alegado protagonismo das ag\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o no processo pol\u00edtico e encontrou em Pacheco Pereira o porta-voz dessa posi\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 interessante ver a sanha com que Manuela Ferreira Leite \u00e9 atacada pelos donos e empregados das ag\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o que pululam nos blogues, muitas vezes sem se identificarem como tal.<\/p>\n Para fechar este cap\u00edtulo \u00a0recordo ainda o consultor de comunica\u00e7\u00e3o\u00a0Fernando Moreira de S\u00e1<\/a>, \u00a0conhecido pela sua tese de mestrado “A Comunica\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica Digital nas Elei\u00e7\u00f5es Directas de 2010 no PSD pelo candidato Pedro Passos Coelho<\/a>” e pela sua entrevista na vis\u00e3o<\/a>\u00a0 ao abordar \u00a0as potencias e poss\u00edveis \u00a0manipula\u00e7\u00f5es digitais.<\/p>\n \u00a0Apostas financeiras ou or\u00e7amentos poss\u00edveis<\/strong><\/p>\n Em 2014 o Partido trabalhista no Brasil preparou n\u00facleos de milit\u00e2ncia virtual com um investimento de 10 milh\u00f5es de reais ( 5 milh\u00f5es de euros) na campanha digital presidencial, quase dez vezes mais do que o PSDB gastou em 2010, citando\u00a0Marcelo Vitorino da WebInsider.<\/p>\n De acordo com a Entidade das Contas e Financiamentos Pol\u00edticos (ECFP), para ter uma refer\u00eancia de valores, nas candidaturas presenciais em\u00a02011 Cavaco Silva declarou despesas de \u20ac1.791.576,90 e Manuel Alegre gastou \u20ac1.727.933,91.<\/p>\n Noutra escala, as presidenciais no Brasil custaram mil milh\u00f5es de reais. Dilma investiu R$ 300 milh\u00f5es o que representa 78 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n Por isso, na potencial candidatura de Rui Rio, \u00e0s pr\u00f3ximas presidenciais portuguesas, interroga-se sobre se ter\u00e1 capacidade para reunir a verba necess\u00e1ria para entrar na corrida \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.\u00a0Em entrevista \u00e0 RTP Informa\u00e7\u00e3o, refere:<\/p>\n “Uma campanha eleitoral, por mais barata que seja, custa muito dinheiro. Tem de se ter sedes nos distritos e nos concelhos, tem de se ter pessoas a trabalhar. Consigo eu angariar fundos para fazer uma campanha dessas? Ou quer-se um candidato que n\u00e3o pondera esses custos e que no fim fica a dever dinheiro a toda a gente?”, argumentou o antigo presidente da c\u00e2mara do Porto.<\/p><\/blockquote>\n As elei\u00e7\u00f5es legislativas de 2015 v\u00e3o custar ao Estado 6,8 milh\u00f5es de euros. \u00c9 este o valor que a Assembleia da Rep\u00fablica ter\u00e1 para distribuir aos partidos pol\u00edticos, de acordo com o Or\u00e7amento do Estado (OE) para 2015.<\/p>\n Em 2009 o Di\u00e1rio de Not\u00edcias referia que feitas as contas, cada\u00a0partido em Portugal recebia, 3,15 euros por cada voto no escrut\u00ednio para a Assembleia da Rep\u00fablica. A multiplicar pelos quatro anos da legislatura, dado que a subven\u00e7\u00e3o do Estado \u00e9 atribu\u00edda anualmente, \u00a0no total ter\u00e1 contribu\u00eddo com 12,60 euros para os cofres partid\u00e1rios.<\/p>\n Captar os melhores profissionais \u00e9 a linha condutora de qualquer campanha.O papel do consultor pol\u00edtico e de uma equipa preparada<\/h2>\n
\nO papel do consultor pol\u00edtico pode passar por \u00a0executar e ajudar \u00e0 gest\u00e3o de projectos coordena\u00e7\u00e3o em campanhas, mandatos e governos.\u00a0Algumas das fun\u00e7\u00f5es podem condizer com:<\/p>\n\n
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\nEm Portugal, Francisco S\u00e1 Carneiro advogado e pol\u00edtico portugu\u00eas, fundador e l\u00edder do Partido Popular Democr\u00e1tico \/ Partido Social Democrata, foi um dos primeiros pol\u00edticos a recorrer a um profissional de comunica\u00e7\u00e3o e marketing pol\u00edtico. Escolheu Jos\u00e9 Lu\u00eds Sanchis <\/a>para a campanha eleitoral de 1979.\u00a0Assessorou tamb\u00e9m o PSD nas elei\u00e7\u00f5es legislativas de 1987 que deu a primeira maioria absoluta a Cavaco Silva.<\/p>\n
\nDirigiu tamb\u00e9m o marketing pol\u00edtico da candidatura de Manuel Maria Carrilho que perdeu \u00e0 \u00e9poca a candidatura \u00e0 CM Lisboa e trabalhou com Ant\u00f3nio Ferro Rodrigues.<\/p>\n
\nRui Calafate<\/a>\u00a0chefiou a \u00e1rea de imprensa de Santana Lopes, na C\u00e2mara de Lisboa e depois no Governo.<\/p>\n<\/a><\/p>\n
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\nSalvador da Cunha, recorda um epis\u00f3dio em 2009, pouco tempo depois de ser eleita presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, em que fez saber que n\u00e3o iria trabalhar com qualquer ag\u00eancia de comunica\u00e7\u00e3o. Esta decis\u00e3o representava um corte com a lideran\u00e7a de Lu\u00eds Filipe Menezes que chegou a contar com a assessoria de Ant\u00f3nio Cunha Vaz. Recorde-se que o ent\u00e3o l\u00edder do PSD chegou a propor que a Cunha Vaz apoiasse, ao n\u00edvel da comunica\u00e7\u00e3o, o grupo parlamentar, um plano que n\u00e3o chegou a concretizar-se.<\/p>\n
\nVeja-se a estrat\u00e9gia de Hillary Clinton e a forma como est\u00e1 a ser pensada.<\/p>\n