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A minha primeira vez – Livro Marketing Digital para Empresas

O livro Marketing Digital para Empresas foi a minha primeira experiência de escrita para um livro. Foi escrito em conjunto com cinco profissionais que respeito e admiro – André Novais de Paula, Andre Zeferino, Marco Gouveia, Paulo Faustino e Virgínia Coutinho.

frederico carvalho - livro marketing digital empresas

 

livro marketing digital para empresasÉ um Livro direcionado a empresas que procuram uma estratégia de Marketing Digital eficaz para os seus negócios! Um Guia prático para aumentar a visibilidade e as vendas na internet.

Para apoiar outras pessoas que possivelmente possam vir a escrever um livro, lembrei-me de algumas interrogações que podem também ser as suas:

  • Por onde começar…
  • Que métodos devo ter…
  • Como superar o medo, a procrastinação….
  • Como evitar sentir-se sobrecarregado?

 


O que é preciso para escrever um livro?

Vou poupar-vos aos detalhes técnicos da relação comercial ou promocional, porque essa etapa é pós escrita da obra. Tudo começa com o próprio autor.

Primeiro é preciso pensar e decidir sobre o que vai escrever. As palavras começam a brotar….
No que me diz respeito fui desafiado pela Virgínia Coutinho, que já tinha idealizado a distribuição dos capítulos pelos vários autores, colocando um objectivo definido em relação à expectativa do resultado final.

O segundo fator importante para escrever um livro é manter-se motivado: Ao longo do percurso é possível que sinta alguma inércia, estímulos que podem distrair do foco principal e acima de tudo uma confrontação com hábitos que precisam de ser explicados para que as pessoas compreendam as ideias lógicas que só vivem na sua cabeça.

Diria até que planear com antecedência potenciais obstáculos,  garantem segurança e firmeza do objetivo se e quando essas situações acontecerem.

No meu caso, eu sabia que precisava de conciliar com as minhas formações no Curso Intensivo de Marketing Digital, projectos de Consultoria, lançamento do Curso de Storytelling e Marketing de Conteúdo, e muito especialmente a produção do CLICKSUMMIT.

Garanto que a gestão de tempo e agenda, foi um dos maiores desafios de todos os autores, já para não falar das muitas revisões individuais e acompanhamento de amigos e autores.

Fui afortunado porque a minha curva de aprendizagem foi mais rápida, pelo facto de ter pessoas com mais experiência como o André Zeferino, Virginia Coutinho e Paulo Faustino que já tinham as suas experiências em livro/ebook.

Por último, e sucintamente, digo-vos que  é uma experiência muito enriquecedora: As pessoas querem saber quem és, não quem foste e no caso em particular do livro é pouco relevante se iniciou o projecto, mas sim a capacidade em completá-lo. Para o autor fica a sensação de algo próprio que já não dele! é de todos quanto queiram apropriar-se da obra!

Se manteve a atenção até este ponto, então posso partilhar algumas ideias adicionais para ajudar.

Tenha um objetivo em mente:

Qual é a pergunta que pretende responder no seu livro ou a grande ideia base?

O meu capítulo procura oferecer uma visão global sobre o desenvolvimento de Site e Landing Pages. Sempre com o objetivo de tornar a sua estratégia de marketing digital mais eficaz, otimizando a exposição da sua marca e as vendas que realiza através dos canais digitais.

Certamente que muitos autores, deixaram livros inacabados e falo por conhecimento próprio da minha família. Livros que podiam ajudar as pessoas, traziam beleza ou sabedoria para o mundo, mas nunca vieram a ser…o autor desistiu.

O processo de escrita é importante, mas não só pela arte,  mas também por ser um produto digno que traz algo a partilhar com os outros.

Qualquer acréscimo ao conhecimento existente é um valor partilhável e no caso específico há pouca literacia no tema de Marketing através dos canais digitais e, embora haja autores muito relevantes no mercado sobre o tema –  do percursor Filipe Carreira, do autor que mais livros publicou na área Vasco Marques, aos contributos do estimado Jorge Remondes, David Monteiro, João Neto, Carolina Afonso, Inês Amaral, Uriel Oliveira, Márcio Miranda, Daniel Pereira, Elsa Fernandes, Luciano Larrosa, Arnaud de Baynast, Jacques Lendrevie, Julien Lévy, Pedro Dionísio, Vicente Rodrigues, André Zeferino e tantos outros colegas que em obras coletivas ou individuais contribuíram para o conhecimento da população portuguesa – a verdade é que é ainda muito pouco.

Mantenha marcadores à mão:

Uma caneta ou um papel colados nas proximidades de livros que lê, para facilitar a pesquisa de temas ou assuntos que ficaram assinalados como relevantes. Se preferir use um bloco de notas, anote informações relevantes para aprimorar o conhecimento no tema da escrita.

Com o objectivo de gerar novas ideias, e ajudar a tomar decisões recomendo que tenha um método para consultar assuntos técnicos rapidamente.

Os dados mais estatísticos no meu capítulo, a título de exemplo, fazem parte desse processo de recolha de informação.

Estabeleça o seu espaço de escrita.

Se algumas pessoas podem escrever em locais movimentados como cafés, outros podem preferir livrarias ou num espaço isolado em casa. No meu caso, escrevi o livro, sempre no mesmo sítio no escritório em casa.
Não me recordo de ter algum hábito de horário, mas reservava os fins-de-semanas para concentrar-me a escrever.

Quebre o projeto em pequenos pedaços.

Escrever um livro parece um projeto colossal e é francamente trabalhoso.

Ter um esboço (ou estrutura básica) das áreas que gostaria de abordar é essencial.

Em resumo, organize as suas ideias e durante o livro, faça previsões do que o leitor irá encontrar  em cada capítulo (explicando que mais à frente vai ler sobre X, Y, Z) para que o leitor preveja as novas ideias, informações privilegiadas, algo relevante que o deixará entusiasmado para continuar a ler.

Defina um cronograma de redação firme.

Há quem faça três sessões de duas horas cada, duas sessões de três horas ou seis sessões de uma hora, enfim cada um funciona como pode e gere os horários da forma que lhes for mais conveniente.

frederico carvalho - livro marketing digital empresasO que eu posso partilhar é que que não é produtivo escrever 10 ou 15 minutos e largar o trabalho. A nossa atenção deve estar  concentrada para o propósito a que se destina. Eu recomendo um padrão regular (mesmos tempos, mesmo dia) que pode facilmente  tornar-se um hábito.

Imensas foram as vezes que me ocorreu não dispor de  tempo para escrever, que precisava de cumprir as minhas responsabilidades com clientes ou que iria a um próximo grande sucesso de Hollywood que me deixava mais entusiasmado…mas havia um prazo sagrado e uma cumplicidade com os meus colegas autores.

O prazo de conclusão resvalou? Sim!
Tivemos imprevistos, mas ter um prazo é uma motivação, cumpri-lo é sagrado.

Torne-se um autoeditor feroz.

Li dezenas de vezes o meu conteúdo, que foi aprimorado muitas mais.
Sem contar com a revisão editora, calculo que tenha sido lido por umas 8 pessoas diferentes, algumas das quais mais de  uma vez.

MESMO ASSIM escaparam pequenos erros ortográficos, ou “gralhas” como é costume dizer-se, mas que me deixam super incomodado… mas enfim, vão ser revistos numa segunda edição.

Para tornar-se um editor feroz, recomendo:

  • Omita palavras desnecessárias;
  • Escolha a palavra simples para explicar uma ideia
  • Evite redundâncias
  • Evite adjetivos excessivos
  • Encontre um mentor(a) com experiência em escrita para explicar as correcções ao seu texto para que possa aprender a não repetir os mesmos erros.

Lançamento do Livro

A preparação do lançamento do livro foi muito entusiasmante tanto em Lisboa como no Porto.

O André Novais de Paula preparou uma apresentação power-point, garrafas com rótulo personalizado, nome das pessoas, coffee-breaks, uma máquina.
O Lançamento foi no Ideia-Hub, graças aos esforços da Virgínia Coutinho.
O site www.marketingdigitalempresas.pt foi feito pela agência do Marco Gouveia e começamos as vendas online do livro.
Todos colaborámos, apoiámo-nos e celebrámos meses de dedicação, neste entusiasmante desafio.

O evento agregou cerca de 200 pessoas, um acontecimento muito bonito. Ao fim de 50 livros doía-me a mão de assinar (2 meses antes cai de mota, com uma rotura de ligamentos), mas escrevi alegre e contente por um momento tão especial.

frederico-carvalho-livro-marketing-digital-lancamento

Escreva!

Sem o primeiro livro, nunca vai aprender as lições que de outra forma perderia. Publique!
Falhe cedo (se necessário) e tente novamente, esta é a única maneira de melhorar.
Tem que praticar, o que significa que tem que continuar a escrever no blog, em artigos de opiniões, ou num novo livro.

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E o erro mais comum no envio de email-marketing é…

Alguns profissionais e empresas ainda enviam emails com intuito comercial, com fraca legibilidade e imagens gigantes, por isso está na altura de reforçar os conhecimentos dos meus leitores com algumas sugestões simples.

Se o conteúdo do email promove um produto ou serviço, ou dá a conhecer alguma notícia ou dica, é importante ter um link a direcionar para um espaço exterior ao email,  seja o artigo num blog, uma página de produto, uma notícia, uma landing page, entre outros.

O papel do email não termina na visualização da mensagem, mas na capacidade de atrair o utilizador e incentivar o clique, direcionando o utilizador para fora do email.

Garantir que o email é entregue na caixa de entrada, em vez da pasta de spam, pode ser um desafio significativo.

Geralmente, devido à configuração padrão do seu serviço de email ou uma preferência pessoal, as imagens são automaticamente bloqueadas para muitos assinantes, levando a campanhas sem resultados.

E o erro mais comum no envio de email-marketing é… Enviar um email só com imagens ou pior, uma imagem única.

Geralmente, devido à configuração padrão do seu serviço de email ou uma preferência pessoal, as imagens são automaticamente bloqueadas, levando a campanhas sem resultados.

Uma campanha de email marketing não é duplicar um folheto impresso ou página web.

Veja este mau exemplo da Halcon Viagens:


newsletter terrivel da halcon

Enviar uma única imagem por email, com um único link que leva à página inicial do site do remetente é um erro muito comum, que surge quer em grandes, médias e pequenas empresas.
Não faça isto!

 

Veja outro exemplo do Benfica:

Recebi um email do remetente, SL Benfica – Marketing na plataforma Thunderbird em MAC, onde consulto os meus emails,
Como o conteúdo da mensagem era 100% imagem, numa primeira fase não fazia ideia qual o conteúdo da mensagem.

A maioria dos utilizadores apaga o email, numa fracção de segundos quando não percebe qual o conteúdo.
Este email, não tem legenda nas imagens (alt-tag).

exemplo newsletter benfica - fredericocarvalho

Só quando autorizo, a abertura das imagens, percebo o conteúdo da mensagem.

exemplo newsletter benfica2 - fredericocarvalho

A forma como esta newsletter foi montada, não está correcta.
As imagens precisavam de ser redesenhadas para contemplar, texto em HTML e não texto embutido dentro da imagem, para que a maioria da informação tivesse legibilidade.

 

E este exemplo do Continente:

Recebi um email do remetente, Continente na plataforma Thunderbird em MAC, onde consulto os meus emails.
Tal como o exemplo acima, esta newsletter tem 100% imagem e 0 texto.
Como não colocaram legenda nas imagens (alt-tag) desconheço a mensagem

exemplo continente - fredericocarvalho

 

O que o continente queria comunicar era isto:

exemplo newsletter continente - fredericocarvalho

 

Tenho muitos exemplos no meu email de reputadas empresas que fazem este erro de colocar emails carregados de imagem.

Para que fique claro: As mensagens que contêm apenas imagem, sem nenhum conteúdo de texto em HTML, recebem alta pontuação de spam. Logo, se a sua empresa também faz esta asneira, é provável que a sua mensagem chegue direitinha ao spam ou Lixo Electrónico.

Praticamente todos os serviços de email possuem um bloqueio padrão de segurança para exibição de qualquer formato de imagem que esteja em um email. Criar uma imagem, inserindo texto dentro da imagem não é boa ideia. O servidor de email, não contabiliza o texto embutido, e classifica-o como imagem.

Quando insere uma ou mais imagens, deve legendar ou inserir o atributo ALT-text. Na prática é um texto alternativo quando alguma imagem não carrega. Este atributo é muito utilizado para melhorar a acessibilidade de uma página na web e principalmente de imagens em emails, já que muitos clientes de email bloqueiam as imagens enviadas por remetentes desconhecidos do destinatário.

O CTR (Click-through rate) é maior quando o destinatário, usa o primeiro e último nome, seguido do nome da empresa. (fonte: HubSpot )

Nesta situação, a função do atributo é facilitar a “pré-leitura” para o utilizador.
Adicionalmente, o atributo ALT pode ser formatado, estilizado, para a leitura ficar mais organizada.

Reforçando a mensagem anterior, os Fornecedor de acesso à Internet (ISP) associam imagens grandes, a spam.
Quando os sistemas de correio como o Outlook ou Gmail, não conseguem identificar texto no seu email, será considerado spam.

De acordo com relatório Benchmark da MarketingSherpa, apenas 33% dos utilizadores dizem que têm as imagens, ativadas por padrão, nos seus sistemas de email (outlook, thunderbird), sendo que a grande maioria nunca ouviu falar, nem sabe como se ativa.

Confira as configuração gerais das principais plataformas:

cliente de email Imagens bloqueadas por padrão Processa Alt-Text (texto alternativo) Processa Alt-text estilizado
apple mail check-X
check-verde
*
check-verde
*
Lotus Notes 8.5 check-verde check-verde check-X
Outlook 2000-2003 check-verde check-verde check-X
Outlook 2007/2010/2013/2016 check-verde check-verde check-X
Outlook 2011 (Outlook para Mac) check-verde check-verde check-verde
Thunderbird check-X
check-verde
check-verde

(fonte litmus.com)

Em alguns casos, em relação ao Alt-Text, aos clientes de Outlook 2000, 2003, 2007, 2010 e 2013  têm uma imagem de segurança (conforme imagem em baixo). Nesse caso, a legenda da fotografia é quase inútil tendo em consideração o aviso de segurança do Outlook.

outlook imagem - fredericocarvalho

O Outlook.com tem algumas particularidades em relação ao bloqueio das imagens. Ao invés de bloquear todas as imagens, por padrão, o Outlook.com bloqueia conteúdo de remetentes de aparência suspeita.

Não está claro como determinam, o que é “suspeito” versus o que é “confiável”. Os utilizadores também têm a capacidade de bloquear imagens de remetentes, que não estão na sua lista segura das configurações do Outlook.com.

Ao criar uma campanha de email-marketing, cuidado com o tamanho das imagens: se forem muito pesadas, podem ser interpretadas como spam, porque demoram a carregar e deixam o destinatário à espera.

 

Sugestão #1: Antes de enviar a sua próxima campanha HTML, considere um email de texto.
A maioria das empresas preferem email HTML, porque têm de dar mais flexibilidade de design (layout, cores, imagens, botões, etc.) e, potencialmente, mais impacto do que apenas texto. Mas esses elementos não são sempre necessários. Antes de criar um email para uma campanha específica, avalie se a mensagem realmente precisa de imagens e cores, ou será que um texto simples personalizado, pode alcançar o seu objetivo com a mesma eficácia.

 

Sugestão #2: Se é realmente importante ter imagens e cores, utilize código HTML, onde 20% é imagem (só as necessárias) sempre com a legenda ou atributo alt, que funciona como descrição se a imagem não for exibida, e e 80% texto.

 

Muitas imagens, conduzem o email diretamente ao spam

Os emails com muita imagem tem uma grande possibilidade de serem marcados como spam, caso não tenha uma boa reputação do remetente. A solução é reduzir o número de imagens, no seu modelo criativo. Use imagens com tamanhos adequados, e coloque sempre texto no corpo do email.

Exigir que o utilizador, clique duas vezes para autorizar a visualização da mensagem, para perceber qual o conteúdo do email, é caminho andando para a sua campanha não gerar resultados, porque o mais provável é apagar ou seguir para o próximo email.

Se a mensagem traz uma promoção ou notícia, é importante que haja um “ver mais” com um link a apontar para um local onde o utilizador possa receber mais informações.

Há no entanto excepções (raras) no mercado. Algumas marcas por receio de acções de pirataria e por segurança, aboliram os links das suas newsletters.

Veja o caso da recente Newsletter do ActivoBank, que devido à sua política interna, não coloca links nas mensagens que envia.
(coloquei o zoom no mínimo a -25% para ser prático fazer scroll-down)

email - activobank

 

 

Confira o comportamento dos WebMails, em relação aos bloqueios de imagem

cliente de email Imagens bloqueadas por padrão Processa Texto alternativo Processa ALT Text Estilizado
AOL Mail (Chrome) check-verde check-verde check-verde
AOL Mail (Firefox) check-verde check-verde check-verde
AOL Mail (IE) check-verde check-verde check-X
Gmail (Chrome) check-X
check-verde
check-verde
Gmail (Firefox) check-X
check-verde
check-verde
Gmail (IE) check-X
check-verde
check-X
GMX (Chrome) check-X
check-X
check-X
Outlook.com (Chrome) check-verde check-verde
Outlook.com (Firefox) check-verde check-verde
Outlook.com
(IE)
check-verde check-X
Web.de (Chrome) check-X
check-X
check-X
Yahoo! Mail (Chrome) check-verde check-verde check-verde
Yahoo! Mail (Firefox) check-verde check-verde check-verde
Yahoo! Mail (IE) check-verde check-verde check-X

(fonte litmus.com)

Praticamente todos os Webmails processam a legenda da imagem (texto alternativo) mas no Alt-Text Estilizado apenas o Internet Explorar vai render a cor do texto aplicada, fonte, tamanho, estilo e atributos na legendagem da imagem.
Significa que a legenda da imagem pode ser personalizada, mas não recomendo. Mais vale manter simples e claro.

Criar uma mensagem HTML não é o mesmo que criar uma página HTML, pois muitas tags são removidas pelos leitores de email como webmails e Outlook.

Alguns recursos utilizados no desenvolvimento de páginas web não devem ser aplicados na criação de um template de email marketing, como o uso de tableless, CSS e formulários.

A grande maioria dos webmails e clientes de email têm dificuldade em interpretar elementos com posicionamento em CSS, folhas de estilos externas, animações em flash e outros.

Algumas notas na área da programação:

<meta> – Não serve para emails em HTML;
<title> – É utilizado somente para páginas HTML, evite usar em emails;
<link> – Evite usar para referenciar arquivos de css, o certo é usar css inline ou colocar as classes de css dentro do
<style> – Alguns webmails como o Gmail por exemplo, removem esta tag;

 

Confira o comportamento do Alt-Text em mobile:

cliente de email Imagens bloqueadas por padrão Processa Alt-Text (texto alternativo) Processa Alt-Text estilizado
Android 4.x (email nativo) check-verde check-verde check-verde
app AOL Alto correio check-verde check-verde check-verde
AOL Mail (navegador Android) check-verde check-verde check-verde
AOL Mail (navegador iPhone) check-verde check-verde check-verde
BlackBerry OS7 check-verde check-verde check-verde
BlackBerry Z10 check-verde check-verde check-verde
Gmail (browser Android) check-X
check-verde
check-verde
Gmail (browser iPhone) check-X
check-verde
check-verde
app Gmail (Android) check-X
check-verde
check-verde
app Gmail (iOS) check-X
check-verde
check-verde
iOS 6.x (cliente de email nativo) check-X
check-verde
check-verde
Mailbox (iOS) check-X
check-X
**
check-X
**
Outlook.com (browser Android) check-verde check-verde
Outlook.com (browser iPhone) check-verde check-verde
Windows Mobile 7.5 check-verde check-X check-X
Windows Phone 8 check-verde check-X check-X
Yahoo! app (Android) check-verde check-X check-X
Yahoo! app (iOS) check-verde check-verde check-verde
Yahoo! Mail (navegador Android) check-verde
Yahoo! Mail (navegador iPhone) check-X
check-X
**
check-X
**

(fonte litmus.com)
** As imagens são ativadas por padrão e não pode ser desativadas.

No entanto, há definitivamente algumas particularidades como por exemplo, o Windows Phone não processa ALT text, e em alternativa aparece uma mensagem a solicitar o download das fotografias.

 

Algumas Recomendações adicionais para o envio de email-marketing:
. O layout não deve ultrapassar os 600px de largura;
. Coloque imagens em blocos horizontais, Use a ferramenta slice do Photoshop;
. Para otimizar a entrega das mensagens, desenvolva o código HTML para que tenha até 30 kb. (evita pontuar no ranking de spam);
. Se usar imagens de fundo para o corpo da mensagem, através de css inline background-image, saiba que elas não serão visualizadas por destinatários que utilizam Outlook e Hotmail, a solução é usar também background-color:#corSolida (cor próxima da imagem) para não fugir muito do layout;
. Teste o seu template em diversos clientes de email. Ao criar um site, qualquer programador deve testá-lo em vários browsers. Para email marketing isso não é diferente, os destinatários usam uma ampla variedade de clientes de email e, deve desenvolver um template que seja correto na maioria deles. A litmus é das melhores plataformas para esse efeito.
. Coloque sempre o atributo border=”0″ nas tags de imagem <img>, pois tal como os browsers, os programas de email colocam uma borda azul em redor de imagens que tenham link.
. Não use imagens com extensão PNG com áreas transparentes, pois não são aceites em versões do outlook anteriores a 2007. As áreas que deveriam ser transparentes são exibidas em cinza.
. Envie mensagens personalizadas

Veja esta e outras dicas, num outro artigo que escrevi: “5 formas para personalizar e impulsionar o seu email-marketing”

 

As empresas mais criativas e inovadoras com email marketing, fazem emails com comunicação personalizada, ofertas à medida, personalização do produto, e relações mais fortes.

Este canal é um criador de oportunidades para construir relações mais fortes e profícuas.

 

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MASTERCLASS CLICKSUMIMT com Conrado Adolpho

Depois do sucesso da sua 1ª edição presencial, o CLICKSUMMIT traz a Lisboa Conrado Adolpho, autor brasileiro, para 2 dias de Masterclass sobre Marketing Digital, a 9 e 10 de Setembro 2016.

Mais informações e inscrições na 1ª “Masterclass CLICKSUMMIT” aqui.

Depois da sua 1ª edição presencial, que teve lugar no início de abril, o CLICKSUMMIT – Conferência de Marketing e Vendas Online, inaugura o conceito “Masterclass CLICKSUMMIT”, com uma formação intensiva de 2 dias com Conrado Adolpho, nos próximos dias 8 e 9 de Setembro, sexta e sábado, em Lisboa.

Pela primeira vez, o conhecido autor e empresário brasileiro virá a Lisboa para uma formação onde pretende ensinar os profissionais e empresas portuguesas a vender mais sem aumentar custos. Durante 2 dias e mais de 14 horas de formação, Conrado Adolpho irá lecionar o seu Curso Oficial do “Método 8Ps do Marketing Digital”, abordando as estratégias de organização e otimização que uma empresa poderá utilizar através do digital.

conrado adolpho - clicksummit


Nos dias 9 e 10 de Setembro, entre as 09h e as 18h, os participantes da primeira “Masterclass CLICKSUMMIT” poderão aprender a criar ou melhorar um negócio digital, tornando-o lucrativo, abordando temas como “funil perpétuo de vendas”, definição do “cliente ideal”, “grau de atividade do consumidor”, produção de conteúdos, utilização de ferramentas como Facebook, Google, Youtube ou WhatsApp e medição de resultados.

Fundador do “Método 8Ps do Marketing Digital”, que já certificou mais de 5.000 empreendedores e empresas, Conrado Adolpho é uma referência na área do marketing digital no Brasil e, também, em Portugal, autor do livro de marketing mais vendido no Brasil e uma referência constante nos Tops portugueses – “Os 8Ps do Marketing Digital”.

A “Masterclass CLICKSUMMIT com Conrado Adolpho” tem um número de vagas limitado a 50 pessoas e apresenta 2 tipos de bilhetes: Normal (450€ + IVA) e VIP (900€ + IVA). A versão VIP, limitada a 10 pessoas, permite ter acesso a 2 jantares exclusivos com Conrado Adolpho, para além da participação na formação. Todos os participantes receberão um certificado de participação no Curso Oficial do “Método 8Ps do Marketing Digital”, de Conrado Adolpho.

Uma referência para empresas e profissionais que pretendam iniciar ou melhorar a sua estratégia digital, Conrado Adolpho já ensinou o seu Método 8Ps a mais de 100.000 pessoas, quer através dos cursos presenciais e online, quer através do seu livro.

Mais informações e inscrições na “Masterclass CLICKSUMMIT com Conrado Adolpho” em www.clicksummit.org/conrado-adolpho-portugal

 

Sobre o CLICKSUMMIT:

O CLICKSUMMIT é uma conferência de marketing e vendas online, organizado de forma independente, que contou já com duas edições online, em 2014 e 2015, e uma edição presencial, em abril de 2016.

O objetivo do CLICKSUMMIT é reunir os melhores profissionais na área do Marketing e Vendas para promover a aprendizagem, inspiração e estimular conversas que ajudem as pessoas e empresas a aumentar a sua rentabilidade através dos Canais Digitais.

As edições online do CLICKSUMMIT reuniram mais de 5.000 pessoas de Portugal e outros países, que quiseram assistir gratuitamente a palestras sobre os mais variados temas associados ao marketing e vendas online. A edição presencial que se seguiu, juntou cerca de 500 pessoas em Lisboa, num evento esgotado onde vários profissionais debateram tendências e temas do setor.

Site: www.clicksummit.org
Facebook: www.facebook.com/clicksummit  

 

Sobre Conrado Adolpho:

Conrado Adolpho é atualmente um dos mais respeitados profissionais de marketing do Brasil, sendo referência para dezenas de milhares de empreendedores que contactam com o seu conteúdo todos os dias.

Estudou no ITA e na Unicamp. Formado em marketing, já foi professor da ESPM, colunista do site da Exame Brasil e tem dado palestras e entrevistas um pouco por todo o país e até no estrangeiro, sempre focando o marketing digital para pequenas empresas e a alavancagem de negócios.

Começou o seu negócio atual com um investimento inicial de praticamente zero e construiu em 3 anos um negócio de mais de 10 milhões de reais de receita.

A sua maior especialidade é conseguir alavancar e aumentar negócios rapidamente através das suas técnicas.

Em 2006 escreveu o livro “Google Marketing”, que depois acabou por se chamar “Os 8Ps do Marketing Digital”, onde explica detalhadamente a sua metodologia de trabalho . O “8Ps do Marketing Digital” é atualmente o livro de marketing mais vendido no Brasil e em Portugal.

Em 2011, o Método 8Ps transformou-se num curso presencial que já teve mais de 30 turmas por todo o Brasil e Portugal, com mais de 5.000 alunos.

Atualmente, Conrado Adolpho é palestrante, mentor e idealizador da Escola de Negócios 8Ps, com a qual pretende mudar a história do empreendedorismo no Brasil. Pela segunda vez em Portugal (primeira em Lisboa), Conrado Adolpho vai ensinar a empreendedores e empresas portuguesas o seu “Método 8Ps do Marketing Digital”.

Mais informações em www.conrado.com.br

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Dicas para tirar maior partido do Web Summit

Gravei um vídeo informal a pensar nos novos participantes do WebSummit 2015, com especial foco para as empresas que investiram num expositor.

WebSummit é uma das maiores conferências do mundo sobre tecnologia da internet e os participantes vão desde empresas da Fortune 500 para as empresas de tecnologia mais empolgantes do mundo. A agência Bloomberg chama ao evento “Davos para Geeks”, numa alusão ao Fórum Económico Mundial.

“Dicas para tirar maior partido do Web Summit”

É um pequeno contributo com algumas sugestões estratégicas para maximizarem os vossos resultados neste evento.

Web Summit realiza-se desde 2010 na capital irlandesa e tornou-se um evento de grande dimensão no circuito mundial de conferências de tecnologia. Na edição deste ano, que decorre de 3 a 5 de Novembro, são esperadas 4500 startups, 12 das quais portuguesas, 30 mil participantes e 250 portugueses.

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A eficiência das novas tecnologias não dispensa uma nova ideia.

Parafraseando o célebre escritor Pablo Neruda:

“Escrever é fácil. Começa com uma letra maiúscula, termina com um ponto final …e no meio escreve as ideias”

Encontrar ideias com densidade que sejam dignas de um parágrafo, representam também nos negócios o lado mais complexo, num cenário de recursos e ofertas limitadas em terreno competitivo e de inovação.

Apresentar ideias inovadoras, conjugar processos e implementar são pontos chave que hoje estão no fio da partilha de experiências no evento digital da Google for Work, designado Atmosphere, onde prestigiados profissionais de empresas como a Nest, SalesForce, Forrester, WeWork, entre outros,  mostram o seu conhecimento sobre tendências económicas, cultura empresarial e metodologias provadas que rentabilizaram os seus negócios.

 

Cada negócio tem a sua especificidade. Profissionais que se concentram em novos processos e inovação, procuram critérios comuns para classificar e selecionar ideias que podem optimizar atividades técnicas como a produção, distribuição ou gestão, de forma a rentabilizar o negócio.

Se ter ideias pode parecer ser a parte mais fácil do processo, particularmente quando a tecnologia que envolve plataformas e ferramentas torna mais fácil o contributo das pessoas, filtrar e selecionar certas ideias, priorizar e limitar os recursos é mais complexo.

Como refere o autor W.Edwards Seming:

 “se não consegue descrever o que está a fazer como um processo, não sabe o que está fazer”

Primeiro orquestra o processo, e só depois começa a trabalhar as ideias, tal como a metáfora de Pablo Neruda: primeiro inicia o parágrafo e depois termina com o ponto final. No meio trabalha as ideias.

 

Processos são atividades repetitivas que, uma vez implementadas, trazem um ótimo resultado na eficiência e na eficácia no desenvolvimento de um produto ou na prestação dos serviços a que se propõem.

Exemplo: Implementar um CRM de Vendas para ter uma visão clara sobre o seu Fluxo de vendas.

O CRM ou (Customer Relationship Management) é um exemplo de inovação, como um sistema integrado de gestão com foco no cliente, que reúne vários processos/tarefas de uma forma organizada e integrada.

 

A estratégia de inovação, através da agregação de novos processos e padrões tecnológicos com o intuito de adquirir mais flexibilidade está intimamente ligada ao desejo de algo novo, que satisfaça uma necessidade pessoal ou empresarial.

Se a grande novidade é a tecnologia, as ideias das pessoas, sempre constituíram o cerne das empresas que devem aprimorar os seus procedimentos, rentabilizando o que as novas tecnologias lhes proporcionam, agora a nível global.

Vivemos a era digital, das ferramentas modernas, geralmente em plataforma web, que facilitam a comunicação entre as pessoas em tempo real e, portanto, a colaboração no trabalho.

 

Exemplo: A optimização de conversão
Não vai aumentar a quantidade de testes a partir de uma lista de táticas e testá-las no seu site, se não fez ainda uma avaliação dos seus potenciais problemas. É preciso descobrir quais são os problemas com o site e depois pode pensar nas táticas.

Neste exemplo Sean McCormick, Senior Consultant, Forrester Research, e Co-Autor do estudo The Total Economic Impact of Google Apps for Work, partilha as vantagens económicas da inovação, refletidas em duas grandes tendências:

google works atmosphere

  1. Mobilidade: maior autonomia e integração social. Acontecimentos que tornam imateriais muitos dos nossos problemas físicos. Possibilidade de tornar atividades próximas e convenientes. Permitir a troca de mensagens e documentos à distância.
  2. Colaboração é Negócio: possibilidade de partilhar conhecimento com equipas na cloud, através de vídeo, áudio e texto. A novidade é a tecnologia simples, prática e cada vez mais acessível que possibilita processos de negócios, mais eficientes, e o envolvimento fácil das pessoas.

 

Quantos de nós já sentimos, em algum momento, a necessidade de implementar novos processos e defrontámo-nos com muitas dificuldades porque as equipas têm métodos próprios.

No livro Cultural psychology: A perspective on psychological functioning and social reform, o autor, Carl Ratner, faz-nos refletir sobre o facto das pessoas terem valores que consolidam durante as fases da sua vida e que representam a absorção do meio em que vivem.

 

Estes valores, também denominados por modelos mentais, afetam a compreensão do indivíduo sobre as coisas que o cercam, fazendo com que as pessoas transformem os mesmos dados em diferentes informações.

A proteção destes modelos mentais geram um pré-conceito e impedem que essas pessoas reavaliem o seu modo de pensar, revelando menor tolerância no processamento de novas ideias.

 

Os novos conhecimentos adquiridos pelas pessoas não chegam a ser colocados em prática porque entram em conflito com imagens internas enraizadas sobre o meio que as cercam, limitando formas bem conhecidas de pensar e agir.

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A propósito lembro a primeira vez que implementaram a “Time Sheet” uma solução desenvolvida para permitir o registo e gestão de horas online, com a parametrização do valor/hora, indicadores de produtividade por colaborador ou por área.

A grande tendência para muitas empresas, era, então, comunicar a seu novo objectivo de ser mais “data-driven”. Mas a verdade é que possuir dados não lhe diz muito senão souber agir sobre essa informação. E isto tanto se aplica em gestão de processos internos como em dados de análise das suas ferramentas web.

Se remetermos idêntica lógica para a ferramenta site, o Google Analytics é pouco senão souber interpretar esses dados – poderá obter melhores resultados. (Recomendo o curso gratuito sobre os dados.)

Devido à complexidade dos ajustes tecnológicos e conflitos entre os envolvidos, há a necessidade de intensa participação e compromisso da direção da empresa, para garantir a comunicação entre todos.

 

É na fase de implementação que envolve o processo de adaptação dos processos de negócio ao sistema, formação dos utilizadores, eventuais configurações de software, que  implicam alteração nas tarefas e responsabilidades de indivíduos e departamentos.

Mas há também que cuidar dos chamados processos invisíveis como o design intuitivo. Para um utilizador que explora um site ou uma landing page, significa que ao visualizar, sabe exatamente o que fazer.

 

O design intuitivo é invisível. O design é intuitivo quando os utilizadores podem concentrar-se numa tarefa , direcionando a atenção das pessoas para aquelas que são importantes. No final, um design intuitivo centra-se na experiência.

Há seis anos, experienciei a gestão de marcas nas redes sociais. Era então uma novidade e o modelo de resposta para enquadrar a opinião das pessoas começava a ser pensada. Sempre que alguém criticava  um produto de uma determinada marca, publicava uma fotografia menos favorável , ou um  vídeo sobre algo menos positivo, estavam a ser testados os modelos de como agir! Para muitos, o senso comum era apagar as publicações, considerando que qualquer transtorno maior seria evitado.

 

Entretanto, começaram a aparecer casos de estudo e a surgir processos para responder à altura, com um plano de crise desenhado, abandonando a primeira iniciativa impulsiva de “apagar” os comentários, para procurar novas soluções.

Os processos permanecem os mesmos para todas as comunidades. Os melhores gestores da comunidade não são aqueles que tropeçam num conjunto de táticas bem-sucedidas e trabalham uma comunidade, mas os que dominam uma base de processos que podem ser aplicados a qualquer comunidade.

 

É provável que haja um componente cultural na percepção da inovação como uma barreira de difícil transposição pelas empresas, mas a realidade é que podem ser implementadas ideias de negócio voltadas ao entendimento e antecipação das necessidades potenciais de uma empresa.

Concentre a sua empresa num programa básico de acesso às novas tecnologias.

Procure as mais adequadas em publicações, revistas, jornais, congressos, workshops, entre outros. Avalie essas tecnologias como uma vantagem competitiva para aumentar os seus resultados de vendas ao lado das métricas de atividade, como número e valor dos negócios adicionados e número de atividades de vendas concluídas. E compare os resultados.

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Estratégias eleitorais na era digital: profissionais fazem a diferença

Recentemente num debate televisivo na SIC Notícias sobre a polémica dos cartazes do PS (Partido Socialista), um reputado, Deputado da Assembleia da República em Portugal, disse que se tratava de um  fait divers sem nenhuma importância,  uma maneira de expressão que os mais finos chamam silly season.

“é uma história que não é história de coisa nenhuma” disse o político João Barroso Soares.

Foi ainda notícia, o resultado improcedente da acção judicial promovida pelo economista e político brasileiro Aécio Neves, contra os maiores sites de pesquisa da internet, e que pretendia neutralizar os detratores do candidato pelo PSDB na última corrida às presidenciais (2014) e ficou em 2º lugar, perdendo para a Dilma Rousseff. O objetivo da acção que veio a ser negada era que se  identificasse e neutralizasse os detratores na internet, restringindo as pesquisas e impedindo a ligação do seu nome a termos que conduzissem  os utilizadores a notícias desfavoráveis ao político, associando-o a “desvio” de recursos públicos no seu governo em Minas Gerais (Brasil). As notícias, alegou o  próprio foram espalhadas por uma “quadrilha virtual”, “abastecida com recursos públicos”com o intuito de denegrir adversários do governo.

Estes dois casos fizeram-me recordar   Paul F. Lazarsfeld, um estudioso da aplicação da psicologia para os problemas sociais e económicos, (An Episode in the History of Social Research: a Memoir), que em 1969 fez  uma alusão clássica ao uso do marketing na política com a ideia de promover ou “vender” um candidato a cargo político como se este fosse um sabonete, numa análise sociológica dos meios de comunicação e, especialmente, os seus efeitos sobre a formação da opinião pública.

Ora, tal como antes, a questão da eficiência e eficácia do marketing politico coloca-se na actualidade com a diversidade de novas plataformas digitais que exigem uma reflexão: o equacionar de temas fundamentais de uma campanha política digital que servem candidatos, profissionais de comunicação, produtores de eventos, profissionais de marketing e qualquer pessoa com interesse no processo de marketing político.

O que faz uma campanha digital ser eficiente e eficaz não é apenas um bom uso da tecnologia, mas o encontro dela com o comportamento, as particularidades e os interesses do público-alvo.

Não se pode pensar em campanha política na internet como simplesmente um espaço para divulgar as peças feitas para a campanha tradicional. Tudo deve ser adaptado e remodelado para esse novo ambiente da disputa eleitoral que é o mundo digital.

As ferramentas para criação de campanhas de marketing político digital estão à disposição de todos os participantes, do candidato mais simples ao mais sofisticado. O marketing político realça e destaca as qualidades dos candidatos para apresentar ao eleitorado atraindo os eleitores à sua causa e, dessa forma, aos votos direcionados.

 

O papel do consultor político e de uma equipa preparada

Uma das profissões mais valorizadas para o papel de mediador foi durante muitos anos, a de jornalista, profissão distinta e cada vez mais vocacionada para a investigação. Estabelecer uma ligação entre uma entidade (indivíduo ou instituição) e o público, conferia então uma rede de contactos privilegiada e conhecimento com acesso apenas a determinadas camadas populacionais.

A evolução dos tempos, com a multiplicidade de meios de comunicação ao serviço do cidadão, mostrou que a experiência de jornalista é importante, mas havia uma necessidade de complementar com outros conhecimentos, em especial o de consultoria de gestão e comunicação. Hoje, há no mercado profissionais de campanha especializados, experientes e tecnicamente preparados  sobre várias áreas.

O papel do consultor é de um profissional de comunicação que auxilia com ferramentas mentais e metodológicas para que, a nível nacional ou internacional se apresentem soluções e estratégias  aos problemas associados ao  enquadramento dos protagonistas políticos. Por isso o marketing especializado em comunicação pública, na vertente  política e eleitoral é fundamental. Estuda-se, definem-se os instrumentos de comunicação e adequa-se ao orçamento necessário para comunicar com determinado público.

Regra geral, a comunicação neste tipo de organizações políticas pauta-se pela discrição das suas técnicas e metologias, procurando destacar a confiança e a mensagem dos candidatos.

Como se faz é acessório e apenas o meio para chegar ao produto final, ao sucesso do que se pretende.
O papel do consultor político pode passar por  executar e ajudar à gestão de projectos coordenação em campanhas, mandatos e governos. Algumas das funções podem condizer com:

  • Análise política e perspectiva conjuntural socio-económica.
  • Avaliação do cenário sociopolítico local.
  • Formação em marketing político para a equipa do candidato ou partido.
  • Estudo de viabilidade eleitoral dos possíveis candidatos.
  • Elaboração e análise de pesquisas quantitativas e qualitativas.
  • Planeamento estratégico.
  • Planeamento da comunicação política de mandato.
  • Suporte no desenvolvimento e produção de materiais publicitários de campanha.
  • Consultoria na coordenação da campanha.
  • Coordenação dos programas de televisão e rádio.
  • Avaliação e monitorização  da gestão.
  • Cursos, palestras, seminários, ateliers de  treino  de comunicação e marketing político.
  • Gestão de crise e recuperação de imagem pública.
  • Relações públicas
  • Assessoria de imprensa

 

O jogo dos profissionais na teia dos interesses

 

É frequente candidatos ou organizações recorrerem a empresas especializadas em marketing político, que possuem ou montam equipes de apoio de acordo com os recursos financeiros à disposição do contratante.

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Em 1989 nomes de profissionais como Nizan Guanaes e Duda Mendonça (um dos responsáveis pela actualização da imagem pública de Lula da Silva em 2002) passaram a estabelecer os parâmetros (inclusive de remuneração) pelos quais os profissionais se guiavam.

 

 

 

No Brasil, a partir de 1991, os profissionais de marketing político passaram a contar com uma associação da classe, a ABCOP.
Em Portugal, Francisco Sá Carneiro advogado e político português, fundador e líder do Partido Popular Democrático / Partido Social Democrata, foi um dos primeiros políticos a recorrer a um profissional de comunicação e marketing político. Escolheu José Luís Sanchis para a campanha eleitoral de 1979. Assessorou também o PSD nas eleições legislativas de 1987 que deu a primeira maioria absoluta a Cavaco Silva.

O francês Jacques Segella, foi convidado em 1987 para trabalhar a campanha do Partido Socialista, em Portugal. Profissional prestigiado pela vitória da campanha de 1981 de François Mitterrand a presidente da República em França.

 

Mas há época, o PSD tinha a direcção a cargo de Jorge Alves da Silva e a direcção criativa estava entregue a Luís Silva Moreira, com a campanha “Portugal  Não Pode Parar” que deu a maioria absoluta a Aníbal Cavaco Silva.

 

 

 

 

 

Edson Athayde com o socialista Jorge Coelho, em 1996, pouco depois das legislativas que levariam António Guterres ao poder Fotografia © Arquivo DN

Em Portugal, um dos especialistas, em destaque, é  Edson Athayde, profissional que em conjunto com António José Seguro e Jorge Coelho, foi responsável pelo trabalho  de duas eleições legislativas, sendo a primeira em 1995 que levou António Guterres ao seu primeiro mandato como primeiro-ministro. Para muitos foi um momento de ruptura dentro de um PS até então agarrado a burocracias e hierarquias internas,  e que levou à transformação das campanhas centradas no partido às apostas focadas no líder.
Dirigiu também o marketing político da candidatura de Manuel Maria Carrilho que perdeu à época a candidatura à CM Lisboa e trabalhou com António Ferro Rodrigues.

 

Com Marcelo Rebelo de Sousa a opção foi para a agência em Portugal do francês Seguella, Euro RSCG.

Mais tarde, com Durão Barroso na liderança, o responsável pela campanha do PSD para as legislativas de 1999 foi Manuel Maltez, hoje Director Geral do grupo WPP em Portugal, à época director-geral da BBDO Portugal.

Outros profissionais como Hiran Pessoa de Mello (Brasil) trabalhou a campanha Ferreira do Amaral, Einhart Jácome Paz (brasileiro) fez a campanha vitoriosa de Santana Lopes para a Câmara de Lisboa no final de 2001 e, logo de seguida, liderou a campanha do PSD para as legislativas em 2002.
Rui Calafate chefiou a área de imprensa de Santana Lopes, na Câmara de Lisboa e depois no Governo.

A CV&A orgulha-se de ter ‘ganho’ duas das três eleições em que participou em Portugal, sempre em circunstâncias adversas, nomeadamente na ‘vitória’ que foi o segundo lugar de Carmona Rodrigues na eleição como independente para a Câmara Municipal de Lisboa.

João Tocha, fundador e ex-director-geral da Emirec, criador  da consultora F5C foi, desde meados da década de 90, coordenador de várias campanhas eleitorais e de diferentes forças políticas. Filipe Menezes em 2013;  António Costa nas autárquicas de 2009; Carlos César,em 2008; Fernando Gomes no Porto por duas vezes.

De acordo com um estudo publicado na revista Análise Social, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, em Outubro de 2008, o caminho seguido pelo ex-primeiro ministro Sócrates, sugere três conclusões: Herdou de Guterres a preocupação com a televisão, acentuou a personalização das campanhas eleitorais e criou um núcleo duro fora dos órgãos partidários onde pela primeira vez surge a figura do campaign manager, um consultor externo, à época Luís Paixão Martins, da LPM, com grande poder na definição da estratégia.

Em 2009, o Partido Socialista (PS) na liderança de José Sócrates contrata os serviços da Blue State Digital, a empresa que desenvolveu vertente online e multimédia da campanha do actual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.  Na altura o gabinete do primeiro-ministro, referiu que pretendia adoptar o conceito da campanha de proximidade com contactos através de emails, SMS, fóruns online e redes sociais como o Facebook, Hi5, Twitter ou Flickr.

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Luis Bernardo, consultor de comunicação que trabalhou a candidatura de Manuel Maria Carrilho à Camara Municipal de Lisboa, esteve ao serviço com lideranças de Guterres, assumindo a coordenação da estratégia de comunicação política com José Sócrates e António José Seguro. Mafalda Costa Pereira que também trabalhou com José Sócrates tinha a coordenação da equipa de comunicação.

André Gustavo Vieira da Silva, da Arcos Comunicação, fundada pelo pai, está a trabalhar nesta campanha eleitoral com o PSD e Pedro Passos Coelho, o seu primeiro cliente português. André Gustavo assessorou Passos na campanha de 2011.

Numa publicação no Facebook em 2015, o CEO da LIFT WORLD e Lift Consulting, Salvador da Cunha, é peremptório quanto à decisão de não prestar serviços na área da política.

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Salvador da Cunha, recorda um episódio em 2009, pouco tempo depois de ser eleita presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, em que fez saber que não iria trabalhar com qualquer agência de comunicação. Esta decisão representava um corte com a liderança de Luís Filipe Menezes que chegou a contar com a assessoria de António Cunha Vaz. Recorde-se que o então líder do PSD chegou a propor que a Cunha Vaz apoiasse, ao nível da comunicação, o grupo parlamentar, um plano que não chegou a concretizar-se.

Luís Paixão Martins escreveu no seu blogue e a propósito de Cunha Vaz, que se estava a assistir a uma “novela mexicana” e que os associados da APECOM (Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas) deveriam reflectir “se a coabitação com a protagonista da ‘novela mexicana’ não era prejudicial para as suas empresas”.

A presidente do PSD voltou a colocar na ordem do dia o alegado protagonismo das agências de comunicação no processo político e encontrou em Pacheco Pereira o porta-voz dessa posição. “É interessante ver a sanha com que Manuela Ferreira Leite é atacada pelos donos e empregados das agências de comunicação que pululam nos blogues, muitas vezes sem se identificarem como tal.

Para fechar este capítulo  recordo ainda o consultor de comunicação Fernando Moreira de Sá,  conhecido pela sua tese de mestrado “A Comunicação Política Digital nas Eleições Directas de 2010 no PSD pelo candidato Pedro Passos Coelho” e pela sua entrevista na visão  ao abordar  as potencias e possíveis  manipulações digitais.

 

 Apostas financeiras ou orçamentos possíveis

Em 2014 o Partido trabalhista no Brasil preparou núcleos de militância virtual com um investimento de 10 milhões de reais ( 5 milhões de euros) na campanha digital presidencial, quase dez vezes mais do que o PSDB gastou em 2010, citando Marcelo Vitorino da WebInsider.

De acordo com a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), para ter uma referência de valores, nas candidaturas presenciais em 2011 Cavaco Silva declarou despesas de €1.791.576,90 e Manuel Alegre gastou €1.727.933,91.

Noutra escala, as presidenciais no Brasil custaram mil milhões de reais. Dilma investiu R$ 300 milhões o que representa 78 milhões de euros.

Por isso, na potencial candidatura de Rui Rio, às próximas presidenciais portuguesas, interroga-se sobre se terá capacidade para reunir a verba necessária para entrar na corrida à Presidência da República. Em entrevista à RTP Informação, refere:

“Uma campanha eleitoral, por mais barata que seja, custa muito dinheiro. Tem de se ter sedes nos distritos e nos concelhos, tem de se ter pessoas a trabalhar. Consigo eu angariar fundos para fazer uma campanha dessas? Ou quer-se um candidato que não pondera esses custos e que no fim fica a dever dinheiro a toda a gente?”, argumentou o antigo presidente da câmara do Porto.

As eleições legislativas de 2015 vão custar ao Estado 6,8 milhões de euros. É este o valor que a Assembleia da República terá para distribuir aos partidos políticos, de acordo com o Orçamento do Estado (OE) para 2015.

Em 2009 o Diário de Notícias referia que feitas as contas, cada partido em Portugal recebia, 3,15 euros por cada voto no escrutínio para a Assembleia da República. A multiplicar pelos quatro anos da legislatura, dado que a subvenção do Estado é atribuída anualmente,  no total terá contribuído com 12,60 euros para os cofres partidários.

Captar os melhores profissionais é a linha condutora de qualquer campanha.
Veja-se a estratégia de Hillary Clinton e a forma como está a ser pensada.

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A candidatura da Hillary Clinton está a recrutar muitos dos profissionais que fizeram sucesso em 2008 e 2012.

 

(veja novo artigo sexta feira)

 

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Funnel Hacking – 5 princípios para melhorar o negócio online

Um bom trabalho de análise da concorrência para um negócio online avalia a “jornada do cliente” nos diferentes canais e trabalha o processo de descobrir os princípios tecnológicos e o funcionamento de um sistema, através da análise de sua estrutura, função e operação.

A curto prazo é uma das maneiras mais eficientes para crescer um negócio.

Idealizar a “jornada do cliente” de um concorrente tem sido amplamente evangelizado desde 2012 nos EUA, num mix associado entre o Growth Hacking e um termo com novos modelos de pensamento denominado “funnel hacking”. Defendido por profissionais como Bronson Taylor (GrowthHackerTV), Neil Patel (KissMetrics/CrazyEgg), Russell Brunson (DotComSecreats), John Beveridge (Rapidan Strategies), o objetivo por avaliar a “jornada do cliente” passa por desmontar algo (um processo ou metodologia de venda, programa de computador) e analisar os seus componentes e funcionamento em detalhe, para apoiar a criação de um novo processo de venda, ou melhorar o original.

Outros termos têm sido utilizados ao longo dos anos, como “funil de marketing”, “funil de conversão”, “pipeline marketing”, “funil de vendas”, “pipeline de vendas”, “processo de vendas”, “ciclo de vendas”, etc. Definições que ajudam a avaliar os processos para:

• Converter curiosos em clientes / Clientes potenciais em compradores;
• Levar clientes compradores a comprar mais;
• Levar clientes compradores a comprar mais vezes;

Importa clarificar que um processo, não é um evento único.
Um funil de conversão bem oleado remove o atrito entre a perspectiva e a conversão.

O funnel hacking passa por aprimorar o seu processo de negócio para compreender áreas como:

1. Interface;
2. Melhoria de deficiências de documentação;
3. Modernização de software;
4. Resolução de uma falha: Para corrigir (ou às vezes para melhorar) o software
5. Para aprendizagem:  Compreender as questões-chave de um projeto e, posteriormente, melhorar o design.
6. Inteligência técnica do concorrente: Compreender o que o concorrente está a fazer na prática VERSUS o que diz estar a fazer.

Dedico uma parte dos meus negócios à formação de empresários e profissionais de marketing para a otimização e execução de funis de conversão. Através do estudo das melhores metodologias, procuro aplicar o que eu estou prestes a partilhar.

 

1 O seu conhecimento VS conhecimento da concorrência;

Imagine aprofundar todo o conhecimento dos seus concorrentes, avaliando o que fazem, como fazem e quais as melhores imagens e textos que podem valorizar as estratégias do seu negócio.

O processo de investigação estratégico fomenta a análise de vendas e marketing dos seus concorrentes, que pode usar para testar dentro do seu próprio modelo de vendas e dos seus processos de marketing.

Pode começar por deduzir as decisões de design da concorrência com pouco ou nenhum conhecimento adicional sobre os procedimentos envolvidos na produção original. À medida que o processo vai avançando, é necessário ter muito conhecimento para saber agir sobre a informação adquirida. Saber se os seus concorrentes fazem testes a/b nas suas páginas de destino (landing page), qual o copy que usam, os preços que praticam, a sequência de e-mails que enviam, banners que promovem, entre outras ferramentas para maximizar a sua presença online e trabalhar em cima dessa informação.

Quando numa recente visita ao supermercado vi estas caixas de cereais, ganhei uma força motivadora para começar a escrever este artigo. Há vários anos que encontro diversos modelos de negócio que se inspiram em estratégias bem definidas ajustando produtos à semelhança de outros já existentes.

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Repare como ambas as caixas  de cereais são azuis, com a cor da fonte a amarelo, um boneco astronauta em destaque, entre outras semelhanças. A caixa de cereais da direita tem mais conteúdo (375g) e um preço menor.

Seja qual fôr o motivo que leva o consumidor à compra (saiba mais sobre este tema, neste artigo: Posicionamento pelo preço: 6 distinções da economia comportamental).

2 Avalie o tiro certeiro para 3 funis existentes;

É do conhecimento comum que dividir e testar vários elementos das suas ferramentas de comunicação (site, landing pages, email) pode optimizar os resultados de conversão. Mas testar às cegas é um processo lento e desleixado.

Tirando proveito da cultura do ‘funnel hacking’, pode inspirar-se em modelos bem sucedidos, sem a necessidade de inventar a roda.

Um negócio digital deve implementar metodologias e processos para que a “jornada do cliente” atravesse várias fases e momentos diferentes.

Existem 3 categorias de funis que deve ter em consideração, associados ao processo de navegação do consumidor, no ambiente online:

CATEGORIA #1: Aquisição
Alinhado para ajudar a adquirir base de contactos para o seu negócio, como marketing de conteúdo para atrair as leads.
– Identificar Leads que têm um bom perfil para comprar, mas que ainda não demonstraram interesse pela sua empresa.
– Num primeiro momento, angariar um contacto, preparando as leads que entram na sua base de dados; num segundo momento, enviar uma sequência de emails para, através de marketing de conteúdo, transformar essa lead num cliente, evitando que este se perca no caminho.
Exemplo: Transformar perspetivas frias em ligações quentes

 

CATEGORIA #2: Ativação
Uma transação de compra bem sucedida aumenta a probabilidade de um segundo, terceiro ou quarto incentivo de compra, idealmente com um preço igual ou mais elevado.
O objetivo do funil ativação é a quantidade de clientes convertidos, e não o lucro. O lucro vem mais tarde, quando estes compradores ativados forem introduzidos num funil monetização.
Exemplo: Transformar leads existentes em clientes que pagam.

 

CATEGORIA #3: Monetização
Concebido para ajudar a empresa a gerar receita a partir dos seus clientes compradores ativos e frequentes.
Maximizar a rentabilidade por cada cliente adquirido.
Exemplo: Transformar os clientes que pagam em multi-compradores, ou seja, levá-los a comprar mais do que 1 produto ou serviço
Tenha em consideração em que em 20o7 já se afirmava que apenas 3% das pessoas que visitam um site estão prontas para comprar. Um comentário reforçado em 2012, com os números a rondar os 2%-3%. E na mesma linha, agora em 2015, pela ConversionXL.

 

 

3 Mãos na massa: Conteúdo e padrões de negócio;

Faça uma lista de concorrentes: A primeira coisa que precisa de fazer é uma lista de todos os seus concorrentes que atuam na mesma área. Inclua concorrentes diretos e indiretos, que podem ajudar a recolher insights na análise da estrutura, função e operação.

Instale uma ferramenta para fazer print-screens ou use um software para gravar em vídeo o ecrã facilitando a compreensção de onde clicou e todo o comportamento que teve no site.

Pode facilmente captar os ecrãs de páginas inteiras do site ou landing pages e guardar.
Crie uma nova pasta [Nome do Concorrente] e comece a tirar print-screens das páginas que visita, colocando-os nesta pasta “mãe”.
Crie sub-pastas, para manter-se organizado. Exemplo:
• Front-End Site
• Front-End Landing Page 1
• Anúncios-Banners Facebook
• Anúncios-Banners Google
entre outros…

Para este efeito recomendo:
• Print-Screen: “Awesome Screenshot“, uma extensão do Google
• Gravar em vídeo: Camtasia (gratuito durante 30 dias) ou ScreenFlow

Permita-me recomendar o Evernote como bloco de notas que permite criar um documento associado às suas ideias e estratégias.
Em alternativa, abra um documento Word ou o Bloco de notas, para adicionar comentários e notas sobre o conteúdo que está a gravar. Grave o URL das páginas que vai visitando num documento.

Esta próxima fase, exige debruçar-se sobre o conteúdo da página nos seguintes items:

• O tráfego dos anúncios está a ir para o site ou para Landing Page?
• Qual o copy dos anúncios? O título é forte? Quais os padrões que posso encontrar no copy ?
• E nas landing pages, o copy é igual? Diferente? Como…
• Quais as cores que os concorrentes estão a usar? E onde? Exemplo: Os botões de call-to-action estão em que cor?
• Os botões estão acima da dobra ou abaixo da dobra?
• Há vídeos ou apenas texto?
• Será que incluem prova social?
• Existe um formulário de captação de lead de 1 passo ou 2 passos?

Estas e outras perguntas devem ser analisadas para aferir que tipo de padrões existem nas várias marcas concorrentes, podendo ainda constituir inputs valiosos para a estratégia da sua marca.

Explore mais sobre este tema no artigo O valor do Ciclo de Vida do Cliente: 5 motivos para abrir os olhos

 

4 Vamos às compras? Up-sell, Down-sell, Cross-Sell

A sua análise não será completa se não comprar o produto ou serviço do seu concorrente, para conseguir avaliar todo o processo do funil.
Precisa de investir na compra de produtos dos seus concorrentes e avaliar esse processo passo a passo.
Avalie a “jornada do cliente” que tinha idealizado, para projectar esse conhecimento em dados que permitam criar a anatomia do negócio.

Faça uma lista:
• O concorrente tem Up-sells (vendas adicionais)?
Up-selling é uma técnica de vendas na qual é feita uma proposta ao cliente para comprar bens mais caros ou mais avançados, levando-o a considerar uma venda mais rentável.
No ambiente online, depois do pagamento de um produto ou serviço, o utilizador é redirecionado para uma nova página, onde é apresentado um novo produto para compra. Nessa página o utilizador tem a opção de aceitar ou não a nova oferta.

Exemplo: Ao comprar uma televisão, o mecanismo programado no site recomenda a venda de um aparelho de gama superior.

Exemplo 2: No McDonalds, ao finalizar o pedido do menu, o funcionário pergunta se quer trocar as suas batatas médias por batatas grandes por mais 50 cêntimos.

• Há down-sells?
Se o utilizador recusar comprar o produto apresentado no upsell, é feita uma nova proposta, uma espécie de segunda oportunidade para adquirir a oferta, por um valor mais baixo.

Exemplo: Um produto custa 100 euros / 100 reais. Se o utilizador decidir não comprar, então o vendedor oferece o produto por um valor menor, por exemplo, 50 euros / 50 reais, como forma de persuadir o cliente a adquirir o produto.

• E cross-sells (venda cruzada), existe?
Cross-selling é uma técnica de vendas na qual é apresentado, aos clientes que já compraram um produto, outros produtos e serviços para além daquele que levou à compra inicial.

Exemplo: Além das calças, o cliente compra também um cinto.
Exemplo 2: Comprar uma televisão e o funcionário ou o site oferecer-nos um leitor de DVD por um montante adicional residual.

Um dos exemplos que mais adoro partilhar é a pergunta “quer ajuda?”
Funciona em praticamente qualquer nicho ou vertical.
Veja abaixo o exemplo do IKEA que funciona, tanto no ambiente offline, como no ambiente online, depois da compra de um produto.

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O copy não precisa de comentários adicionais, porque é bastante claro no objetivo. Veja como a palavra “ajuda” está presente no canto inferior direito “Precisa de ajuda para montar os seus artigos?”

Outros exemplos:
“Quer ajuda a construir o seu site?”
“Quer ajuda a reparar o seu telhado?”

A ascensão e processo do produto A para o produto B é o que permite a empresa comprar tráfego e adicionar clientes à sua lista, com uma taxa que permita compreender o que fazem e como fazem.

 

Ações como a Prime Day da Amazon ou o conhecido Back Friday, são grandes momentos de captação de novos consumidores com uma lógica de lucro muito baixo. Muitas das vezes, mais importante do que o lucro imediato, é a ativação do utilizador, que poderá ajudar a fomentar novas vendas.

No livro “A maior Loja do Mundo“, Brad Stone refere que, em 2002, a Amazon ofereceu aos clientes a possibilidade de receberem as encomendas em um, dois ou três dias, mediante o pagamento de uma taxa adicional. Em 2004 esta ideia cresceu e tornou-se o “Amazon Prime”, um serviço de 79 doláres por ano. Durante muitos anos não dava lucro.
“Nunca se tratou dos 79 doláres. Tratou-se sim de mudar a mentalidade das pessoas, para que não fossem comprar noutro lado”.
O serviço “Prime” levou alguns anos a revelar-se como sucesso e, no início, era impopular até dentro da própria Amazon.
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Perguntas adicionais na análise do funil do seu concorrente:

• Depois da compra de um produto, é apresentado um novo produto com um preço superior? A quantidade é limitada (escassez)?
• Quais são os gatilhos psicológicos ou emocionais que melhoram o copy, otimizando a conversão para ativar os compradores?
Veja mais neste artigo: 6 dicas que precisa de saber antes de criar uma Landing page
• Existe um desconto por tempo limitado?

 

5 Otimizar o utilizador curioso em comprador

Depois de analisar as principais ferramentas, um profissional de marketing inteligente terá que ter uma sequência de e-mails que permite comunicar com os utilizadores, com base nas ações de decisão que este tomou no site.

Por exemplo. Enviar e-mail X se o utilizador visitar a página X.
Certifique-se de salvar e anotar as sequências de e-mail dos seus concorrentes e avaliar qual é o tempo de envio.

Mostro em baixo 3 ferramentas muito boas que partilho nas minhas formações de 18 horas, dedicadas em exclusivo ao email-marketing.

O que a maioria dos 3 exemplos têm em comum é:
– Criar segmentos de vários dados. Exemplo: Pageviews registando automaticamente cada visualização de página, e enviar email em função disso.

– Atributos: Qualquer coisa sobre a pessoa, como nome, plano de preços, idade, e enviar um email em função dessa informação.

– Eventos: Com base em ações especificas no site ou na app-mobile.

– Atividade no email: Uma área mais comum nas plataformas de email, que em função da abertura ou do clique, desencadeia outra ação.

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Customer.io
: Agiliza o processo de envio de emails com base no comportamento do utilizador para ativar e reter. É na realidade a característica mais marcante da plataforma, baseada em praticamente qualquer ação do utilizador.
Exemplo: Um e-mail acionado para enviar um recibo de pagamento ou outro e-mail transacional, ou usar um segmento de e-mail para ajudar as pessoas que acabaram de instalar a sua app mobile ou, inclusive, se detetar um período de inatividade.

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Vero: Com uma configuração simples, tem um sistema modelo flexível, que permite copiar e colar o código -e, assim como, em seguida, escolher qual a parte que deve ser editável. Permite a configuração de e-mails automáticos, fluxos de trabalho para enviar a contactos individuais a mensagem certa, exatamente no momento certo.

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Intercom.io: As suas mensagens podem assumir duas formas: e-mails normais ou mensagens “in-app / site”, que aparecem numa pequena caixa de entrada dentro de seu website. As mensagens no site são a sua característica mais marcante. Os gatilhos da Intercom são muito poderosos. Dispara a comunicação com base em eventos. Exemplo: Depois de uma pessoa subscrever uma assinatura, envia um agradecimento por e-mail, in-app e no site para oferecer para ajudar a qualquer momento.

Explore mais sobre este tema: 5 formas para personalizar e impulsionar o seu email-marketing

 

Mas como é que consigo descobrir quais os banners da minha concorrência? Isso é possível?

Recomendo duas ferramentas:
AdBeat
WhatRunsWhere

São duas ferramentas que apresentam instantaneamente as estratégias de anunciantes online no seu setor.

Existem muitas outras ferramentas para fazer uma análise competitiva da concorrência que dou na minha formação “Transformar Cliques em Clientes“, idealizada para empresas. Veja mais aqui

Com as ferramentas, recursos e processos que esbocei acima, pode começar o processo de análise da concorrência com o pé direito, através da metodologia “funnel hacking” .

Encerro com uma última sugestão:
Segment.com: É um hub de dados do cliente, onde pode concentrar-se em construir produtos e atrair mais clientes com base em várias plataformas e integração das mesmas através de API. Imagine um dashboard que junta dados do cliente e de análise da sua performance de e-commerce, heatmaps, testes a/b, email-marketing e crm com integração de dados.

Mas aproveitar um modelo bem feito do seu concorrente, não significa copiar tudo igual. Deve aproveitar as melhores ideias e ajustar o processo ao seu negócio.

Comente abaixo e diga-me se já usou alguma das estratégias acima mencionadas.

 

Publicado em

Conferência online de Marketing e Vendas Online, 2-6 de Julho

Durante 5 dias, de 2 a 6 de julho de 2015, mais de 35 profissionais do marketing e vendas online debatem o setor naquela que é a 2ª edição do CLICKSUMMIT. À semelhança da edição anterior, a conferência decorre inteiramente online em www.clicksummit.org e é gratuita.

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Tráfego, engagement e vendas são as palavras-chave em torno das quais todos os oradores vão basear as suas intervenções com o objetivo de, entre os melhores profissionais provenientes de mercados tão diversos quanto Portugal, Brasil, Espanha ou EUA, partilhar conhecimento aplicável na maximização de estratégias de interação com o consumidor e de potenciação de vendas online.

Em específico, durante o CLICKSUMMIT serão analisados desde os diferentes modelos de negócios online, à tecnologia envolvida para atrair visitantes, converter em clientes e fidelizar os mesmos passando pela aplicação das diferentes disciplinas do marketing à geração de vendas online.

Inscreva-se gratuitamente em: www.clicksummit.org

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•  Alejandra Alvarez: Global Digital Marketing & E-Commerce Manager na Vantguard em Espanha (grupo detentor de várias marcas de bebidas espirituosas, entre as quais Gin Mare, Capucana,1724 tonic water, presente em 40 países do Mundo).

• Ana Tex: Maior autoridade em Instagram Marketing no Brasil e criadora do curso InstaNegócios.

• Brad Geddes: É Norte-Americano, CEO da AdAlysis e uma das maiores autoridades mundiais de Pay-Per-Click. Escreveu o livro mais avançado sobre Google Adwords.

• Bruno Amaral: General Manager da Diamond by BOLD, unidade de Marketing Digital do grupo. É especialista e formador em Usabilidade, Web Analytics, SEO, entre outros.

• Bruno Pereira: Head of Search do Havas Media Group. O seu principal foco passa, em conjunto com a equipa da especialidade Search, ajudar o portfólio de clientes a compreender as potencialidades do Digital, mais concretamente Google Adwords, e como fazer a sua ativação neste canal.

• Bruno Ribeiro: É actualmente Marketing & Communications Coordinator na DouroAzul, empresa líder de cruzeiros fluviais, em Portugal. Blogger experiente há mais de 10 anos é igualmente formador em temas como Social Media Planning & Strategy; Web Psychology e outras áreas de Marketing Digital

• Catarina Sanches: Community Manager & Social Media Content Creator na By. Participa ativamente na gestão de projetos, canais e comunidades de Social Media. Considera-se “instagramadora compulsiva” (@catsanches) com fotos que aliam a criatividade e o humor especial aos peculiares retratos que partilha diariamente.

• Cynthia Boratto: Gerente de Marketing E-Commerce na Rakuten Brasil, uma plataforma considerada como um dos maiores sites  de venda online no Japão e dentro dos maiores do mundo em número de vendas. Formada em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela UFMG e pós-graduação em Gestão de Negócios com ênfase em Marketing pela ESPM.

• Daniel Pereira: Executive Director da MindSEO, uma referência em Portugal em Search Engine Optimization. É também director da APPM – Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing, e formador das Google Academies.

• Enor Paiano: É Ad Sales Director no UOL, o maior provedor de acesso à Internet do Brasil e agregador de conteúdos em língua portuguesa com maior dimensão em todo o mundo.

• Flábio Levi: É Sales Director da IMS (Waze), executivo na área de marketing digital há 13 anos, tendo mais de 8 anos de experiência em mobile marketing no Brasil. Responsável pela gestão comercial de publicidade dentro do Waze, lidera a equipa comercial e de operações de vendas.

• Helena Dias: Head of Social Media na Brandtellers Studio e fundadora e blogger do Community Manager Portugal. É igualmente formadora de Digital Content Marketing e investe grande parte dos seus dias à criação de conteúdos, à promoção destes e, principalmente, à análise da sua performance.

• Helder Miranda: Head of Corporate Communications na OSIT Group, holding da Prozis (maior retalhista e-commerce de suplementação e nutrição desportiva da Europa e o segunda maior do Mundo). É membro da organização da TEDxOporto.

• Heitor Fox: Partner da NeuroStrategy, vai trazer-nos uma visão da neurociência e neuroestratégia aplicada aos negócios e ao marketing.

• Hugo Pascoal: Head of Integrations & Affiliate Manager na E-goi.pt
Managing Partner in Notícias do Futebol, a experiência em Digital e automatização do marketing é uma das suas especialidades.

• João Barros: Consultor e SQL Microsoft Certified Professional com 14 anos de experiência em gestão de projetos, gestão de bases de dados, implementação de projectos web, com enfoque em soluções de e-commerce e web marketing.

• Judit Takács: Desempenha funções de Senior Account Manager na Kwanko – Netaffiliation uma das mais importantes plataformas de afiliação na Europa e a nível internacional.

• Lincoln Murphy: Dos EUA, é Founder e Growth Hacker na Sixteen Ventures, uma referência em SaaS (Software as a Service) e modelos de subscrição.

• Luis Madureira: É Business Partner e Global Competitive Intelligence Practice Lead da OgilvyRED, criou o Social Market Intelligence (SMINT) para tornar o complexo em simples, é Chairman do SCIP Portugal, e Professor Convidado em mestrados universitários em Portugal, e a nível Internacional.

• Luis Moniz: É Director de Marketing da SAS Portugal, o maior construtor privado de software a nível mundial e líder no mercado de Business Analytics.

• Marcos Castro: Consultor de marketing com grande experiência no segmento de negócio do desporto e muito conhecimento do que melhor se tem feito online.

• Mário Alcantara: Atualmente Partner/Business Development da BuzzBeat Comunicação, trabalha há 18 anos em comunicação digital, com experiência tanto em agência como no cliente, tendo colaborado na Publicis, Ogilvy Interactive, DDB e Tribal DDB.

• Mary C.Long: Foi considerada uma das 50 referências mundiais de Social Media e é Chief Ghost na Digital Media Ghost, nos EUA.

• Maurici Junior: Consultor de E-commerce na iHouse Web e coordenador do Projeto Empresa Junior, da ComSchool, onde também dá aulas de E-commerce, Marketing Digital e Redes Sociais.

• Mirna Bard: Nomeada como uma das “Smartest People in Social Media” pela Smarter Social Media, Mirna Bard é reconhecida mundialmente pela sua experiência em social business. É digital strategy consultant, autora e keynote speaker. ★ 200 Most Fearless Women Online and In Social Media, Big Money Web  ★ Top 50 PR Professionals on Twitter, Everything PR.

• Mário Pires: Está ligado profissionalmente à imagem desde os anos 90. É o fotógrafo oficial de vários eventos, em particular da conferência Ignite Portugal, TEDx Kids, entre outros. É co-fundador da empresa Alves & Pires que se dedica à cobertura de eventos corporativos. Paralelamente desenvolve ações de formação relacionadas com a linguagem das imagens.

• Miguel Figueiredo: Presidente e CEO da excentricGrey, uma das mais prestigiadas agências de marketing digital em Portugal. Miguel tem quase 20 anos de carreira, 13 dos quais na web e várias formações especializadas na área.

• Nathan Kievman: Norte-Americano, trabalhou com marcas como Sony, Adobe, JP Morgan Chase, Bank of America , Ogilvy, SAP, Cisco, Bill e Melinda Gates Foundation, e é especialista em LinkedIn.

• Nuno Rios: É Digital Account SAPO, responsável pela criação de produtos publicitários digitais para 4 écrans (Web, Mobile, Tablet e TV). É igualmente responsável pela área de mobile advertising.

• Pedro Garcia: Digital Strategist e Formador, vai partilhar conhecimento valioso sobre redes sociais.

• Pedro Rebelo: Inovation Strategist na PH Neutro, vai falar-nos sobre Twitter, uma das plataformas sociais em rápida ascenção em 2015.

• Priscila Saldanha: Content Manager da DigitaTalks, empresa líder no setor de marketing digital no Brasil, e consultora em estratégia digital e branding, para empresas e agências.

• Rodrigo Gadelha: É considerado o Maior Especialista de SocialCRM do Brasil, com grande foco na área Marketing Digital Político.

• Teresa Nogueira: Diretora de Marketing da FixeAds, grupo agregador do OLX, Coisas, Standvirtual, Imovirtual e Faturavirtual. Depois de mais de 6 anos a trabalhar em estudos de mercado, mudou de rumo e dedicou-se ao Marketing Digital. Passou desde então pelo lado da agência (ActualSales), do meio (Google), e do anunciante (FixeAds), o que lhe deu uma visão 360° do mercado publicitário em Portugal.

• Uriel Oliveira: É vice presidente da Cision Portugal, coordena as unidades operacionais da organização e é responsável pelo desenvolvimento do negócio, inovação, marketing e plano global de comunicação. Trabalha em media intelligence há 24 anos E É esponsável pela gestão de contas de grandes clientes empresariais, instituições governamentais, entre outros.

• Will Trannin: CEO da SEO Master e a uma das maiores maior referências em SEO do Brasil, principalmente no mercado de e-commerce. É mestre pela PUC-Rio com ênfase em User Experience (UX).

Inscreva-se gratuitamente em: www.clicksummit.org

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Vantagens e Desvantagens das principais redes sociais – O que precisa de saber

As plataformas sociais são cada vez mais utilizadas para manter estreitos laços sociais. Um estudo da Go-Globe, no final de Dezembro, 2014, refere que as redes sociais são responsáveis por 28% do tempo despendido online. As muitas pesquisas de marketing e estudos que tenho lido, evidenciam algumas tendências claras, onde destaco o ciclo de compra dos utilizadores no ambiente digital, assumindo uma posição de controlo na decisão. Preferem procurar, a ser encontrados, e, muitas vezes, estar perto no ponto de decisão final antes de falar com um vendedor.

81% do ciclo de compras começa com pesquisa na web, e 90% dos consumidores dispostos a comprar preferem dizer quando estão prontos para esse efeito, (earnestagency)

Outra tendência importante é a economia da atenção. Muitas plataformas sociais adoptaram a filosofia “pagar para jogar” onde o investimento em publicidade é cada vez mais importante.
Não cometa o erro de investir em tráfego pago (exemplo: facebook ads), para aumentar a sua base de fãs  no Facebook. É muito comum, este erro. Canalize esse investimento para um espaço web para converter num contacto ou venda.

Para que a sua marca/negócio consiga o maior proveito da presença online, uma estratégia de redes sociais não estará completa se não criar conteúdo e envolver o seu público nos produtos e serviços que procura cativar o interesse. É necessário analisar o  desempenho dos seus conteúdos e identificar padrões com a audiência com a qual comunica. Na primeira parte deste artigo Como escolher as redes sociais para o seu negócio, desenvolvi os principais tópicos que deve analisar, antes de entrar de cabeça numa plataforma social.
Em muitos casos, as marcas estão produzir em quantidade e com variedade de conteúdo para apoiar todas as fases do processo de decisão. Distribuem e promovem o conteúdo através de todos os canais na optimização de presença na web, para maximizar as suas oportunidades de ser “encontrado” online quando os utilizadores estão à procura.

Embora o investimento em digital esteja a crescer, paradoxalmente, algumas táticas continuam a utilizar um pensamento pouco estratégico e a deitar dinheiro para a rua. 

 

Como estão a decorrer as suas campanhas nas redes sociais? Estão a trazer resultados no aumento de leads? O seu site têm aumentado em visitas? e o reconhecimento de marca, melhorou?

De acordo com Hubspot , 92% dos profissionais de marketing, em 2014, referiram que o marketing associado às redes sociais foi importante para o seu negócio, com 80% a confirmar o aumento do tráfego para os seus sites. De acordo com a Social Media Examiner , 97% dos profissionais de marketing estão nas redes sociais, mas 85% deles não têm certeza quais as melhores ferramentas que deve usar e como escolher as melhores redes sociais para negócios.

O investimento de recursos e de budget requer uma análise  para a gestão da sua presença nas redes sociais, produzindo novos conteúdos e resposta a comentários. O uso ineficaz – por exemplo, usar a rede para empurrar os utilizadores para uma venda, sem se envolver com essa base de seguidores, ou não responder aos comentários negativos – pode prejudicar a sua reputação.

O aumento de utilizadores nas redes sociais faz subir  as potenciais interacções com as marcas. Este facto pode traduzir-se em maior volume de esclarecimentos,  o que significa um maior investimento em recursos. Apenas cerca de 20%  das empresas responde aos comentários .O tempo de resposta médio é de mais de 11 horas. (eMarketer)

“Aquecer” a base de seguidores nas determinadas plataformas vai ajudar a comprender os motivos das atitudes e das motivações que levam à decisão de consumo de um determinado produto ou serviço.

Explore mais informações sobre o Funil da Psicologia do Comportamento do consumidor no artigo 4 padrões de navegação e pesquisa para aumentar a conversão online.

Vamos concentrar-nos no lado do desempenho e consolidar as principais métricas e  boas práticas (insights)a partir das  redes sociais e correlacionando-as com dados e vendas.

 

1. Analise as conversas

Encontre todas as conversas que mencionam a sua marca directamente ou relacionadas com o seu produto ou serviço; De acordo com o estudo da Marktest (Portugal), em 2014 registaram-se 1 milhão de menções a marcas só no 1º semestre.

  • Quem fala sobre sua marca;
  • Que tipo de informação estão a trocar entre si (positivo ou negativo);
  • O conteúdo que recebe o maior número de reacções;
  • Quais os canais utilizados;
  • Quais são as redes sociais mais importantes para a sua marca;
  • Qual o volume de interacções;
  • Quem são os influenciadores em cada canal;
  • Agora repita o checklist acima e faça o mesmo para os seus principais concorrentes. Se desejar mais detalhes sobre esta matéria veja este artigo: Como captar leads através das Redes Sociais, apenas ouvindo!

Comece com as ferramentas gratuitas e avalie posteriormente as versões pagas. Um de seus objetivos poderia ser o de aumentar a proporção do (share of voice).

Testemunhos de clientes têm a classificação mais alta de eficácia para o marketing de conteúdo em 89%. (socialfresh).

Uma notícia do Jornal Público refere que Os portugueses usam mais as redes sociais do que a média europeia: 70% dos utilizadores de Internet em Portugal usavam no ano passado redes sociais, significativamente acima da média dos 28 Estados-membros(57%). Neste aspecto, a diferença entre Portugal e o resto da UE tem vindo a acentuar-se, indicam dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
É uma oportunidade para saber o que os utilizadores falam sobre a sua marca.

 

2. Defina uma meta

Cada marca pode assumir diferentes objectivos, em função da sua estratégia de negócio, estratégia digital e estratégia de redes sociais.
Em baixo, encontra algumas sugestões:

  • Captação de Contactos
  • Vendas
  • A percepção da marca
  • A reputação da marca
  • Share of voice
  • A lealdade do cliente
  • Custo de suporte inferior
  • Reduzir gastos com Pesquisa e Desenvolvimento.

Para começar, selecione apenas um e construa uma estratégia tomando por base esse ponto. Depois de ter feito algum progresso com resultados, pode selecionar outro objetivo da lista.
O que é medido é feito! Coloque um número no objetivo.

66% dos profissionais e empresários afirmam que estimam indiretamente haver impacto do trabalho nas redes sociais,  na performance do negócio. Apenas 9% afirmam que pode estar diretamente associado à receita. ( Forbes )

 

3. Métricas para medir as suas actividades nas redes sociais

Existem muitas métricas que pode considerar para medir as suas atividades nas redes sociais. Para o investimento não andar solto, seleccionei algumas métricas para combinar com os seus indicadores de performance, contribuindo para medir a actividade e relacionamento com o seu público.

a) Distribuição:

Como avaliar os principais números brutos na estratégia das redes sociais?

  • Seguidores;
  • Fãs;
  • Número de menções;
  • Alcance;
  • Backlinks;

b) Interação

Qual a probabilidade de envolver os seguidores na difusão da  sua mensagem e na interacção uns com os outros?

  • Retweets;
  • Encaminhar para um amigo;
  • Partilha nas redes sociais;
  • Comentários;
  • Gostar ou classificar algo ;
  • Avaliações;
  • Visitantes únicos;
  • O tráfego das redes sociais para o seu site/landing page;
  • O tempo de permanência no site;
  • Tempo de resposta

c) Influência

Como é que as atitudes da sua comunidade mudam?, tendo em conta as actividades da marca nas diferentes redes sociais,  potenciando o seu valor direccionado à conversão/venda.

  • Menções sobre a sua marca vs concorrentes
  • Net Promoter Score
  • Satisfação
  • Sentimento positivo, neutro ou negativo
  • Número de evangelistas de marca

d) Ação e ROI

Quantas conversões/vendas ganha a partir das redes sociais?

  • Conversões (captação de um contacto, como por exemplo, subscrever uma newsletter, fazer um  download, instalar uma app ou ferramenta, entre outros)
  • Receita de vendas
  • Utilizadores registados
  • Problemas resolvidos e taxa de resolução
  • Número de ligações (por dia, semana, mês)
  • Custo do contacto ou  Lead
  • Taxa de conversão da Lead
  • Receita (por lead, cliente)
  • Custo do suporte (por utilizador em canais sociais)
  • Lucro líquido

Pode tirar o maior proveito destas métricas nas redes sociais, se correlacionar com a concorrência .

Os dois principais obstáculos que impedem a adoção de uma estratégia de redes sociais dentro das organizações são a falta de estratégia global e prioridades concorrentes. Apenas 11% dos profissionais citam preocupações legais. ( i-SCOOP )

 

4. Quais as redes sociais que deve selecionar:

Listei algumas das vantagens e desvantagens das principais plataformas sociais, com a minha sugestão de prioridade com ênfase na geração de tráfego e potencial para aumentar as conversões/vendas. Escolher a plataforma certa para o seu negócio é o primeiro passo para a execução de uma estratégia de redes sociais, permitindo a otimização de recursos e, ao invés de dispersar, concentrar energias para direcionar tráfego com visitantes qualificados. A análise de critérios para orientar as necessidades de comunicação e restrições operacionais, depende do setor de negócio, dos objectivos, e as prioridades que recomendo não se ajustam a todos os negócios, sendo necessário avaliar todos os critérios mencionados no primeiro artigo “Como escolher as redes sociais para o seu negócio”, a começar pela persona.

 

a) Quer entrar no Facebook?

Se os seus clientes têm Internet é muito provável que a maioria esteja na maior rede social conhecida. A compra do Instagram e do WhatsApp aumentou o ecossistema digital da plataforma, tanto pela quantidade de utilizadores, como pela sua frequência de utilização. Saiba mais no artigo Novas fontes de receita do Facebook.

Criado em 2004, o Facebook é uma rede social que permite a partilha de vídeos, fotos, textos e áudio, além de permitir a formação de grupos de interesse e páginas com finalidades comerciais e de entretenimento.

  • É a maior rede social do mundo e a favorita dos portugueses e brasileiros;
  • De acordo com a Statistica, 38,6%% de todos os utilizadores da Internet estão no Facebook;
  • Uploads diretos de vídeos de utilizadores para o Facebook, excedem o YouTube 
  • No Brasil, dos 107 milhões de utilizadores com Internet, 88 milhões estão no Facebook;
  • Dos 7 milhões de utilizadores com Internet em Portugal, 5 milhões estão no Facebook;
  • Dados mundiais apontam para 68% das pessoas que acedem via mobile à plataforma;
  • Quase um quarto (232%) dos utilizadores do Facebook acede pelo menos cinco vezes por dia; ( Jeff Bullas )
  • Hoje o Facebook atinge um público de massa, contemplando também um público mais velho;
  • Permite publicidade altamente segmentada, potenciando a personalização dos seus conteúdos;
  • A API da plataforma é abrangente e permite uma ótima integração para ações personalizadas de marketing digital;
  • Fornece métricas detalhadas e avançadas;
  • Permite a criação de grupos fechados e abertos para interação entre utilizadores com um interesse em comum;
  • Fornece uma ótima ferramenta para comparar o desempenho com outras páginas de marca concorrentes.

Desvantagens:

  • O Facebook anunciou recentemente alterações no seu algoríitmo que dão uma maior prioridade aos posts de amigos e menos aos conteúdos partilhados por páginas. Em breves palavras as fotos, os vídeos e os status updates dos perfis pessoais vão ganhar prioridade em relação às páginas de marca.
  • O alcance orgânico de publicações (audiência impactada gratuitamente ou “alcance”) está em declínio há vários anos. Em média, apenas 3%-6% dos fãs da Página vêem um post publicado no seu feed de notícias; Um estudo da OgilvySocial, apontou para 2%.
  • As contribuições dos utilizadores também tendem a diminuir (a diminuição da atividade é estimada em 6%, de acordo com um estudo de Índice Global Web datado de abril de 2014, (aqui).
  • Conteúdo irrelevante e disperso afasta uma parcela do público;
  • O Whatsapp captou a dianteira do Facebook na funcionalidades de chat. A divisão, com a criação de uma nova app mobile específica do Facebook Messenger, para aumentar o novo ecossistema, pode dispersar utilizadores;
  • Os anúncios patrocinados não permitem mais do que 20% de texto na imagem;
  • O Google não indexa as publicações da plataforma;
  • Perde o controlo de sua página de marca para Facebook. As atualizações constantes no Facebook aumentam a curva de aprendizagem sobre o funcionamento sobre determinados tópicos, criando incerteza no desenvolvimento e planeamento estratégico.

> Ferramentas  para acompanhar a análise de resultados

  • Lead Social é uma ferramenta social, paga, que mede o seu ROI no Facebook. A ferramenta realmente atribui um valor monetário para as suas mensagens e anúncios no Facebook.
  • Post Acumen ferramenta de análise paga. PostAcument fornece informações como o melhor momento do dia para fazer um post e quais  as melhores imagens.
  • Agora pulse é uma ferramenta social freemium com análise estatísticas, criação de apps para passatempos e várias funcionalidades de gestão.
  • Social Bakers – Considerado como líder de mercado na análise de informação do Facebook, abraça outras plataformas sociais e relatórios para ajudar a tirar o maior partido da rede social.

> Quer ampliar conhecimento sobre estes softwares?  Saiba mais, com estes especialistas: (por ordem alfabética)

Ana Mendes
Camila Porto (BR)
Gabriel Augusto
Judit Takács

Luciano Larossa
Vasco Marques
Virginia Coutinho

 

b) Quer entrar no LinkedIn?

Sou um utilizador intensivo do LinkedIn e recomendo para um contacto directo b2b. Esta plataforma direcionada para o segmento profissional, é uma das mais antigas, com início em 2002.
O LinkedIn fornece uma grande exposição para ajudar a encontrar novos parceiros, oportunidades de negócios, ou novos colaboradores. A rede social para negócios, é principalmente utilizada para networking profissional. Embora incorpore muitos aspectos sociais, o foco principal é o mundo dos negócios.

  • LinkedIn tem 347 milhões de utilizadores registados (dados de 05/04/2015);
  • 56% dos membros são do sexo masculino (dados mundiais);
  • 44% dos membros são do sexo feminino (dados mundiais);
  • Em Portugal existem 1,4 milhões de utilizadores; (Linkedin Ads)
  • O estudo Mobile Elite 2014, estima  que  97% de executivos da Europa, Ásia e Estados Unidos da América, utilizam esta plataforma com frequência.
  • O Brasil já ocupa a terceira posição em números de utilizadores, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.
  • A participação de mulheres aumentou consideravelmente, e passou de 31% para 44%.
  • 83% dos profissionais dizem que preferem usar o LinkedIn para a distribuição de conteúdo B2B, e mais da metade dos vendedores dizem ter captado vendas através LinkedIn. (realbusinessrescue)
  • Maior visibilidade para profissionais.
  • É um grande banco mundial de currículos.
  • Para empresas, centraliza os profissionais que já passaram pela instituição num só perfil.

Desvantagens:

  • O estudo Um Dia nas Nossas Vidas na Internet, promovido pela Marktest e pela Nova Expressão, considera que 70% dos portugueses considera-se mais espectador do que participante nesta rede social.
  • No início, a plataforma requer uma grande quantidade de tempo pessoal e de trabalho para obter as ligações e iniciar contactos. Tenha sempre em mente que o LinkedIn é uma plataforma para ligações e conversas para a construção de um relacionamento de negócios.
  • Os utilizadores que criaram um perfil, podem não participar ativamente, o que significa que podem tardar em ver a sua mensagem.
  • Pouco focado em interação e muito focado em visibilidade de conteúdo.
  • É das poucas, senão a única plataforma social, que não tem ferramentas tercearizadas que permitem medir com eficácia, com mais informação.

> Ferramentas para analisar e melhorar os resultados:

> Quer ampliar conhecimento sobre esta plataforma? Saiba mais, com este especialista:

Pedro Caramez

c) Quer entrar no Google +?

Sim, se quer ter impacto na optimização nos motores de pesquisa. A rede social do Google não é a mais popular, é aquela que beneficia de maior impacto em termos de visibilidade na internet. Cada publicação tem um URL único e assim que existe uma interacção, ele pode indexar nos resultados do Google. É compatível com Youtube, a função Google Hangouts, Círculos e Comunidades facilitam a construção de brand awareness e a propagação do marketing de conteúdo.
Cada página está ligada ao Google Search e Google Maps: criar uma página aumenta a visibilidade do seu negócio em serviços do Google.

  • O Google plus tem 300 milhões de utilizadores registrados (dados de 05/04/2015);
  • De acordo com o estudo Os Portugueses e as Redes Sociais da Marktest Consulting, 41% dos utilizadores de redes sociais estão no Google+;
  • Em Novembro 2014, dados apontam para 280 mil utilizadores em Portugal;
  • O Google+ tem 67% de utilizadores do sexo masculino. ( rocketpost );
  • Altíssima relevância para o SEO do Google;
  • Integração com outros produtos Google;
  • Segmentação das publicações por círculos de público;
  • Permite conferências em vídeo em tempo real através do Google Hangout;
  • Backup automático de fotos – envio automático de fotos do smartphone para a Cloud;

Desvantagens:

  • Possui muitos utilizadores, porém a grande maioria está inativa;
  • Não dispõe de ferramentas para criar publicidade dentro da plataforma;
  • Poucos dados e estudos sobre as melhores práticas e experiência do utilizador

Ferramentas para analisar e melhorar os resultados:

  • SteadyDemand é uma das únicas ferramentas de análise do Google+. Esta ferramenta freemium permite auditar a sua página do Google+ para medir o desempenho das mensagens, otimizar para os motores de busca e comparar a sua página do Google+ com os concorrentes.

 

e) Quer entrar no Youtube?

Depois de sua compra pelo Google, passou a ser a maior e principal plataforma social de vídeos na Internet.

Vantagens

  • Se tem um site/blog, pode obter backlinks do YouTube, criando perfil YouTube e adicionar link ao seu site. Ao publicar vídeos relacionados e adicionar link, pode potenciar o page rank da sua página com a associação;
  • É a segunda rede social com mais acessos no Brasil;
  • SEO do seu vídeo é agilizado pelo YouTube, com Titulo, descrição e tags a preencher;
  • O alcance como maior site de vídeos do mundo;
  • Oferece alojamento(hosting) e arquivo para os vídeos;
  • Fornece opções de partilhama e comentários;
  • Tem analytics associado e ferramentas métricas;
  • Permite a criação de playlists e canais para segmentação;
  • O YouTube permite que associe a sua conta com o Google Adsense e a oportunidade de ganhar dinheiro com os seus vídeos.

Desvantagens

  • Possui política de termos de uso que pode limitar alguns vídeos;
  • Divulgação de vídeos com conteúdo duvidoso, de cunho preconceituoso ou racista, cenas de violência, entre outros;
  • Produzir vídeos despende mais tempo e dinheiro;
  • O player pode exibir publicidade de outras empresas.

> Quer ampliar conhecimento sobre esta plataforma? Saiba mais com estes especialistas:

João Pico
Sónia Costa
Vasco Marques

 

d) Quer entrar no Twitter?

Michelle Manafy, da Digital Content Next, chama a muito dos utilizadores do Twitter como “viciados em informação”, e pode ser uma grande variedade de “informação:”
Serviço de microblogging que permite a partilha de texto e links de até 140 caracteres; atualmente já dispõe do serviço de partilha de fotos e vídeos. É uma rede objetiva na distribuição de informações rápidas e notícias, sendo uma importante ferramenta de pauta para a imprensa.

  • Twitter tem 288 milhões de utilizadores ativos; (dados de 30/04/2015) dados mundiais;
  • 88% dos utilizadores acedem ao Twitter através do telemóvel;
  • Estudos indicam que um tweet atinge o seu pico aos 18 minutos;
  • Em Portugal, números não oficiais apontam para 1 milhão de utilizadores;
  • É a terceira rede social, com mais acessos no Brasil (comscore, 2015);
  • A ferramenta de pesquisa é das mais eficientes entre as várias redes sociais;
  • O uso de hashtags adquire mais relevância e utilidade em comparação com outras redes (Trending Topics);
  • 9%  dos tweets são, dirigidos a marcas o que significa que mais conversas acontecem entre utilizadores sobre a sua marca do que numa relação directa;
  • Facilita a comunicação, sem restrições entre utilizadores, facilitando a interacção inclusive com celebridades;

Desvantagens:

  • É comum ocorrer casos de preconceito, xenofobia no twitter, pois não existe punição para a liberdade de expressão.
  • Poucas opções de personalização do perfil;
  • Ausência de ferramentas de métricas próprias, apenas de terceiros;
  • Apesar de possuir ferramenta para troca de mensagens privadas, é pouco utilizada;
  • Anúncios limitados a parceiros preferênciais. Em Portugal, se desejar anunciar há um investimento mínimo de 2000€ e deve recorrer à empresa que representa o Twitter em Portugal, a LiveContent;
  • Não fornece ferramentas de publicação segmentada;
  • Fotos publicadas no Instagram não são exibidas na timeline do Twitter, apenas um link;

> Ferramentas para analisar e melhorar os resultados:

> Quer ampliar conhecimento sobre esta plataforma? Saiba mais com estes especialistas:

Francisco da Silva
Pedro Rebelo

 

 

c) Quer entrar no Pinterest?

Dada a popularidade do Pinterest especial entre as mulheres, é um espaço de partilha de conteúdo visual, onde os utilizadores podem criar quadros de inspirações com imagens de temas da sua preferência. A rede é conhecida pelas suas milhares de fotos artísticas e de muita qualidade, algumas das quais que o Google ainda não tem.

  • As mulheres dominam o Pinterest: 42% das mulheres online usa a plataforma, em comparação com 13% dos homens on-line. (pewresearchcenter) – dados mundiais
  • Comida é a categoria top do conteúdo no Pinterest com 57% do seu conteúdo relacionado a comida partilha base de utilizadores. (rocketpost)
  • Inspiração – Sendo uma rede social extremamente ligada à imagem, é muito fácil de encontrar inspiração para melhorar os seus trabalhos.
  • As imagens são um trunfo de marketing, mas são especialmente importantes para engajament no Pinterest. A equipe de dados da Curalate analisou mais de meio milhão de imagens na plataforma e examinou 30 características visuais diferentes, incluindo cores e texturas. A equipe descobriu que os pins com várias cores dominantes têm 3,25 vezes mais repins por imagem do que imagens com uma única cor dominante.
  • As empresas utilizam referências no Pinterest para construir uma cultura em torno das suas marcas. A estrutura da Pinterest  permite aos consumidores visualizar os produtos e serviços mais facilmente do que um feed Instagram.
  • As imagens podem ser vinculadas a páginas de destino específicas. O tráfego de referência é muito alto no Pinterest supera tanto o Twitter e YouTube. (dados mundiais)
  • Os utilizadores podem partilhar o conteúdo “repin” e expandir seu alcance, ao contrário do Instagram.
  • A plataforma é muito forte em canalizar pessoas da plataforma social Pinterest para o E-Commerce de produtos associações ao público feminino.
  • Pode usar hashtags e termos-chave para tornar seu conteúdo mais procurado. Tal como o Twitter, pode adicionar hashtags no seu pin para aumentar o alcance.
  • É bom para o seu SEO (Search Engine Optimization). O Google indexa o Pinterest e pode ajudar a optimizar a presença digital da sua marca

Desvantagens:

  • A maioria dos utilizadores são mulheres, um desafio para as empresas que têm como alvo os homens.
  • Não pode agendar mensagens antes do tempo (só utilizando plataformas tercearizadas).

> Ferramentas para analisar e melhorar os resultados:

Piqora
PinReach
Curalate

 

> Quer ampliar conhecimento sobre esta plataforma? Saiba mais com estes especialistas:

Bruno Beaumont
Ivo Madaleno

 

 

e) Quer entrar no Instagram?

O poder do conteúdo visual é mais fácil e rápido para o cérebro humano processar. Estudos mostram que o apelo visual é importante em 93% dos casos quando as pessoas vão para fazer uma compra. Os dados visuais são processados 60 vezes mais rápido pelo cérebro do que o texto. O Instagram permite captar e utilizar fotos num formato pré-definido quadrado. Aplicar diversos filtros para depois, publicar as fotos em diversas redes sociais, incluindo o próprio Instagram, que possui uma interface dinâmico.

  • Instagram tem 300 milhões de utilizadores (dados de 30/04/2015);
  • Em setembro de 2014, o Pew Research Center, referiu que cerca de metade (49%) dos utilizadores do Instagram envolvem-se com diariamente com a plataforma;
  • Um estudo de Socialbakers em dezembro de 2014, constatou que marcas famosas têm uma taxa de compromisso de 3,31% no Instagram, em comparação com 0,07% no Twitter;
  • Ainda neste estudo, o engagement é 50x superior no Intagram, se comparado com o Twitter;
  • Enquanto hashtags são uma maneira popular para identificar temas ou tópicos em plataformas sociais, no Twitter e Facebook é recomendado utilizar até 2 hashtags. No estudo “The Fortune 500 Instagram Report” do Track Maven são sugeridas utilizar até 11 hashtags para receber mais interações;
  • É uma plataforma maioritariamente utilizada via mobile;
  • Permite vídeos curtos, transmitidos automaticamente na timeline dos seguidores;
  • É integrada com o Facebook,
  • Ao contrário do Facebook, não inibe as postagens na timeline conforme regras e algoritmos (alcance orgânico).

Depois de crescer a uma taxa exponencial durante 2 anos consecutivos, Instagram tornou-se uma das estrelas em ascensão das redes sociais social.

Desvantagens:

  • O formato padrão da imagem quadrada e a abordagem mais estética da plataforma, não recomendam a produção de conteúdos com muito texto (depende do ponto de vista);
  • Limitada em canalizar tráfego para outros espaços. Não permite inserir links externos nas publicações ou comentários, não sendo conhecida pela sua capacidade de conduzir tráfego para outro espaço web;
  • Capacidades de integração limitadas com outras redes sociais. Exemplo: No twitter uma foto do Instagram é partilhada como link;
  • Ainda não possui opções de publicações segmentadas;
  • Embora anunciado como um plano em desenvolvimento, não tem publicidade ou plataforma associada. Neste momento só grandes marcas podem pagar anúncios Instagram.
  • Não pode fazer upload das fotos via desktop (a não ser que utilize software tercearizado).
  • Como é possível bloquear perfis, muitos seguidores reclamam desta limitação de acesso (depende do ponto de vista);

> Ferramentas para analisar e melhorar os resultados:


> Quer ampliar conhecimento sobre esta plataforma? Saiba mais com estes especialistas:

Bruno Beaumont
Ivo Madaleno

 

Existem inúmeras redes sociais para explorar.
Como é que as marcas podem posicionar-se e interagir com os consumidores através das redes sociais e quais as transformações para otimizar a experiência do utilizador?
Se gostou de ler o primeiro artigo e este final, sugiro complementar o seu conhecimento, com formação especializada com alguns dos melhores profissionais do mercado, que recomendo em cada uma das áreas.

Quanto mais adiar a aquisição de novos conhecimento sobre estas importantes plataformas, perde vantagem sobre a sua concorrência e as melhores práticas do mercado.
A utilização das redes sociais amplia a divulgação da sua marca/negócio, injectando mais tráfego e potencia mais conversões/vendas.

Publicado em

Como escolher as redes sociais para o seu negócio

A existência de grupos ou espaços específicos na Internet, onde os utilizadores partilham informações entre si, são uma das principais formas de representação dos relacionamentos pessoais ou profissionais através das redes sociais.

Muitos empresários e profissionais têm dificuldade em distinguir o hype e as novas tendências tecnológicas do aspecto social e qual a vantagem competitiva da plataforma para aumentar as suas conversões/vendas.

Dados recentes da InternetLiveStats (2015) apontam para 42% da população mundial com acesso à internet, representando um importante crescimento, já que em 2014 a percentagem era de 35%. A previsão será de um contínuo crescimento.
No Brasil, no mesmo período, o crescimento de utilizadores com acesso à internet foi de 7%, com actualmente 107 milhões. Em Portugal, são 7 milhões de pessoas com acesso à internet. O crescimento no mesmo período foi de 2%.

Mais do que ferramentas de agregação e partilha de informação, as plataformas sociais são gigantescas bases de dados com contactos, muitas das quais, bem trabalhadas para anunciar e direcionar o público-alvo para um espaço em concreto.

As principais redes sociais estão geralmente disponíveis em vários idiomas e permitem que os utilizadores estabeleçam ligações virtuais com amigos ou pessoas, ultrapassando fronteiras geográficas, políticas ou económicas.

Veja o gráfico da Statistica sobre a previsão de utilizadores nas redes sociais no mundo inteiro desde 2010 até a projecção em  2018.
crescimento de utilizadores

Em 2016 estima-se que haverá cerca de 2.13 mil milhões de utilizadores nas redes sociais.

Comece por aqui:

Uma decisão informada para desenvolver a presença da sua empresa/ marca nas redes sociais, deve ter em conta importantes fatores alinhados com os canais de comunicação.

Para aprofundar a estratégia da sua marca, crie uma “persona”. Personas são personagens fictícias, criadas para representar os diferentes tipos de utilizadores que poderiam utilizar um site, uma marca ou produto, dentro de um alvo demográfico, atitude e/ou comportamento definido.
Com informações sobre o perfil demográfico do país e da plataforma social, será mais fácil decidir por onde começar.

Se criou as suas “personas”, pode alinhar essas ideias com os dados demográficos de uma rede social e ver quais as redes que se encaixam melhor.

Esta informação será particularmente útil nas capacidades de segmentação da ferramenta de Anúncios do Facebook. O facto das pessoas colocarem as suas informações no Facebook permite direcionar os anúncios de forma cirúrgica.

Equacione  as seguintes perguntas:

Assumindo que a sua marca já está em algumas plataformas sociais, considere:
– Quantas visitas o Facebook traz ao seu site? (avalie individualmente cada plataforma social e faça um ranking por tráfego gerado)
– Das visitas que chegaram ao site ou landing page, quantas  se converterem num contacto?
– Dos contactos angariados, quantos se converteram numa venda?

Se está a começar e precisa de mais informações para avaliar a sua presença nas redes sociais, considere:
– Será que faz sentido para o meu conteúdo estar nas redes sociais?
– O meu público alvo passa mais tempo em que espaço social?
– Enquanto profissional e empresário, tenho tempo para compreender como funciona a plataforma onde pretendo projectar a minha marca?

Escolher a plataforma certa para o seu negócio é o primeiro passo para a execução de uma campanha de redes sociais, permitindo a otimização de recursos e, ao invés de dispersar, concentrar energias para direcionar tráfego com visitantes qualificados.

Vamos assumir que tem os seus  objetivos de comunicação/marketing específicos, que identificou os meios à sua disposição: financeiro (para a implementação de campanhas pagas) e recursos humanos (tempo disponível por dia). A gestão das redes sociais requer tempo, moderação e uma análise estatística de conteúdo partilhado.

Não é estar em todas as redes. É estar muito bem em poucas, para garantir o maior fluxo de tráfego. Quanto mais “aquecido” o seu público estiver, melhor a conversão.

 

A análise de critérios para orientar as necessidades de comunicação e restrições operacionais, na escolha das redes sociais mais apropriadas deve deve ter em conta os seguintes factores:

  • Geração de Tráfego: Avalie as visitas ao seu site para perceber a atividade social e compare com outras fontes de tráfego (motores de pesquisa, parcerias com outros sites «referreal», email-marketing, entre outros) para saber a eficácia por canal. Ao avaliar a relação entre a plataforma social e as conversões daí provenientes, pode comprovar se a rede atrai utilizadores e, por outro lado, colocar na lista negra a plataforma que traz menos resultados.
    Os posts têm um link para ajudar a direcionar o utilizador e influenciar ao clique? No Facebook, 1,85% dos posts com link, podem influenciar à compra, de acordo com a Shopify. A percentagem é menor no Twitter com 0,77%, mas ainda assim chamativa, para avaliar os dados concretos à luz do seu negócio.
  • Conversões & Customer Value: Uma rede social que atrai visitantes pouco qualificados e de baixo valor, é pouco interessante na rentabilização da sua despesa em tráfego e recursos humanos. Os visitantes saem imediatamente da sua página ou lêem o seu conteúdo? Se desejar mais informações sobre este tema veja Checklist: Ideias para optimização através do Google Analytics.
  • Seguidores & Engagement: Ao investir na criação de conteúdo e relacionamento em redes específicas, avalie o crescimento da sua rede através de ações, tais como: comentários, partilhas, gostos nos conteúdos,  como um indicador útil de ressonância em comparação com a dimensão da sua base de seguidores. Uma base de seguidores “aquecida” responde e interage com os seus conteúdos, o que significa que será mais fácil canalizar tráfego de um ponto (rede social) para outro (site, landing page, entre outros).
  • Otimização no motor de busca: Os consumidores estão em grande parte familiarizados com o Google como a plataforma dominante de pesquisa. De acordo com o searchmetrics.com, um dos 5 principais fatores de grande importância para melhorar o posicionamento do seu site no Google, é estar no Google+. Todos os conteúdos partilhados no Google+ são indexados imediatamente ao Google, impactando e influenciando positivamente os resultados do motor de busca. No facebook os conteúdos partilhados vivem dentro da plataforma exclusivamente. Avalie qual e que tipo de conteúdo publicado atrai mais visitantes ao site/landing page e explore a relação de muita audiência (plataforma fechada) versus pouca audiência e maior relevância na pesquisa orgânica.
  • Sinergias de conteúdo : Os conteúdos devem ser adaptados em função da rede social onde vai comunicar, tirando partido das particularidades de cada uma, mas pode haver excepções. Um formato de conteúdo específico como o vídeo pode ajudar a propagar a sua história de forma significativa. Ao criar um vídeo, sites como YouTube e Vimeo são escolhas naturais para publicar e duplicar a informação. A ligação clara entre um formato de conteúdo específico vai amplificar a sua marca nos motores de pesquisa.
  • Indústrias nas Redes Sociais : Algumas redes sociais são especialmente interessantes para B2B, como é o caso do LinkedIn, uma plataforma que utilizo com frequência. Outras indústrias têm uma forte afinidade com certos tipos de negócios, tais como a ligação entre o E-Commerce feminino e o Pinterest. Redes de nicho e redes tradicionais da indústria, como grupos industriais ou chats especializados, também são importantes formas de estabelecer ligações com os compradores B2B.

As redes existentes estão a expandir os seus serviços e funcionalidades através de inovações e novas aquisições.
Se desejar, veja este artigo que escrevi no final de Março, sobre as novidades do Facebook.

Somos sociais, mas não somos todos iguais

A ascensão de plataformas sociais na China e na Rússia, como Qzone, estão agregar vários utilizadores em redes sociais que excedem o número de utilizadores em língua inglesa, como Twitter, Instagram e Google+.

  • Há 639 milhões de utilizadores no Qzone (China);
  • Wechat está logo atrás, com 468 milhões de utilizadores (China);
  • Na Rússia, “VKontake” tem 100 milhões de utilizadores;

Neste artigo “Facebook cresce menos e o valor do cliente aumenta” partilhei uma entrevista onde Mark Zuckerberg refere que há 10 anos que o Facebook tenta dominar na Rússia e não consegue, pelo facto de o país ter uma plataforma praticamente semelhante com inovações constantes.

As redes sociais mais populares geralmente apresentam um elevado número de utilizadores ou um forte envolvimento de utilizadores que partilham dados entre si.
O líder de mercado, o Facebook, foi a primeira rede social a atingir o marco de mil milhões de utilizadores ativos mensais, enquanto o Pinterest foi o site mais rápido a chegar aos 10 milhões de visitantes únicos mensais.

A maioria das redes sociais com mais de 100 milhões de utilizadores teve origem nos Estados Unidos, mas os serviços europeus, como VK, ou as redes sociais chinesas QZone e Renren, também têm recebido apelo mainstream  devido ao contexto local.

 

As redes sociais mais populares, por utilizadores ativos

O que os dados brutos, podem dizer-lhe sobre a escolha da rede social;

Uma das métricas mais significativas para tomar uma decisão é avaliar o nº de utilizadores ativos mensais:

As redes sociais classificados por utilizadores ativos mensais mundial: (Março, 2015)

crescimento de utilizadores-mundial

O Facebook é, de longe, a rede social mais popular, com o dobro de utilizadores mensais ativos.
Na maior rede social, existem 97 milhões de utilizadores que falam português.

Continue a ler este artigo, para acompanhar em detalhe o número de utilizadores portugueses e brasileiros, nas principais plataformas sociais existentes.

 

Deve avaliar a rede social com base no tamanho? 

Em alguns casos, o tamanho pode ser um indicador falso.

  • Será que mais utilizadores significa mais concorrência para a economia da atenção?
  • Os seus clientes estão nessa rede social?
  • A rede encaixa no seu perfil demográfico?
  • Será que o seu setor tem uma presença na plataforma social?

À exceção do mercado dos têxteis, cosméticos ou negócios associados ao setor da moda, onde o apelo visual é muito forte, para muitos negócios, sou da opinião que o Instagram devia ser a última plataforma social a ser integrada.
É a maior plataforma de engagement, mas a menos eficaz para gerar tráfego. Requer um passo maior de atrair, gerar relacionamento e viver no marketing da esperança em que o utilizador vá ao site ou espaço indicado fora da plataforma. Mesmo recorrendo à página de perfil do Instagram, o único espaço onde existe um link (_blank) dificilmente vai contribuir para um efeito a curto prazo de aumentar as suas conversões/vendas.

 

Onde estão os seus clientes? Veja como descobrir

O que os dados demográficos podem dizer sobre a escolha de uma rede social

O projeto de Pesquisa Pew Internet fez uma estatística e dados demográficos com uma amostra representativa de 1.801 adultos, entrevistados com base nas principais redes sociais.

Demografia Rede Social

 

Estas estatísticas podem afetar a sua decisão de escolher a rede social correta?

As estatísticas dos EUA, podem dar-lhe uma ideia geral, mas há claras diferenças entre países e naturalmente deve avaliar as características das redes sociais, conforme demografia do país.

A título de exemplo, no Facebook,  faixa etária de utilizadores em Portugal predominante é entre os 25-37, com 50.5% homens e 49,5% mulheres.
No Brasil, a faixa etária predominante é entre os 18 e os 25 anos, com 46,4% homens e 53.6% mulheres.

O cliente que faz mais compras na sua empresa tem que idade? É mulher ou homem?

O valor de uma rede social baseada em conteúdo e de estratégia.

O  público nas redes sociais pode partilhar seu estilo particular de conteúdo de vídeo, imagens, de formato longo, etc.

Por cortesia do Jason DeMers do site Search Engine Land partilho abaixo uma imagem onde ele dividiu as redes sociais em 7 tipos diferentes, conforme as suas características:

7 tipos de redes sociais

Quais as características das redes sociais?

Acompanhe a continuação (2ª parte) desta publicação, com a listagem das principais plataformas sociais, com as minhas notas, para ajudar empresários e profissionais na sua decisão. (ver aqui )

Publicado em

6 factos recentes que deve saber sobre o crescimento do vídeo online

 

1. O crescimento alucinante do vídeo:

A Cisco previu recentemente que o vídeo móvel vai aumentar 13 vezes entre 2014 e 2019, e será responsável por 72% do tráfego mundial de dados móveis.

Mais da metade do tráfego de Internet é vídeo. Nos horários de pico, só o Netflix e o YouTube correspondem a metade do tráfego web.

O YouTube armazena centenas de milhões de horas de visualizações de vídeos por dia. É o líder claro neste espaço. Desde Junho de 2014, o Facebook tem aumentado o número de visualizações diárias de vídeo.

Hoje, mais de 65% de visualizações de vídeos do Facebook vêm do mobile.

Estimativas de custos apontam que os anúncios de vídeo do Facebook têm um custo por mil (CPM) de US$ 22 a US$ 28, em linha com outros inventários de vídeo digital premium e transmissão de TV no horário nobre, enquanto o CPM do YouTube médio são de US$ 15 a  $ 20.

“Em contraste com o YouTube, o Facebook pode aproveitar todos os dados de um utilizador para oferecer aos anunciantes uma segmentação em escala, publicando o “anúncio” no feed de notícias, um meio de alto impacto”, disse Anthony DiClemente, um analista da empresa japonesa Nomura Securities.

Neste análise, o YouTube tem melhores taxas de retenção em relação aos anúncios, em comparação com o Facebook, uma vez que as audiências que visitam o YouTube estão mentatilizadas para o efeito de visualização de conteúdo em vídeo.

DiClemente observou; “o público do YouTube é propenso a assistir a  anúncios de vídeo com som, novamente porque está na plataforma com a intenção de assistir a conteúdo em vídeo”, enquanto que o Facebook tem os anúncios de vídeo autoplay  com o áudio desligado (padrão).

O crescimento sustentado do vídeo no Facebook mostrou que,  em Fevereiro, o Facebook foi responsável por 25% de todas as visualizações de vídeos online do Super Bowl,  em comparação com 74% do Youtube (no anterior o vídeo no Facebook representava menos de 1%, e YouTube 94%).

De acordo com o “The Wall Street Jornal” a partir de 2015, o Facebook, com 1.390 milhões de utilizadores mensais, ativos, em  todo o mundo, tem o potencial de gerar US $ 3,8 bilhões em receitas de publicidade em vídeo até 2017. Tal valor  significa triplicar a facturação este ano.

Em comparação, as previsões indicam que o serviço de vídeo do Google, prevê duplicar a sua receita num período de três anos. O YouTube gerou uma receita de US $ 4,1 mil milhões em 2014, e quer crescer US $ 8,5 mil milhões até 2017.

 

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2. Google compra Twitter e as plataformas de vídeo?

As várias notícias que avançaram com esta hipótese geraram um aumento de 4% no preço das ações do Twitter. Afinal, qual é o fundamento?

O recente sucesso de duas aplicações móveis – Meerkat e Periscope – que permitem fazer transmissão de vídeo em direto para a rede social, voltaram a colocar o Twitter no centro das atenções. A rede de microblogues detém ainda uma outra rede social, a Vine, que conseguiu chamar a atenção para a moda dos vídeos curtos na Internet.

Um outro fator   relaciona-se com o anúncio no início de 2015,  de um acordo que dá à gigante de pesquisas (Google)  acesso à base de dados de twittes específicos da plataforma  social. O Twitter vai atrair mais tráfego para o sistema, o que por sua vez gera mais dinheiro.

Vejamos o caso do WhatsApp com 700 milhões de utilizadores ativos e continua a crescer muito bem, particularmente na América Latina, onde o Brasil têm sido um dos grandes motores. O Facebook comprou WhatsApp por US $ 22 mil milhões, numa das maiores transações de sempre. O Facebook pagou 4590 milhões de dólares em dinheiro,  178 milhões de ações da plataforma social e 46 milhões de doações em unidades de ações restritas para os funcionários do WhatsApp.

O Twitter tem 288 milhões de utilizadores ativos e o valor de referência é de 34 mil milhões de dólares.

O Google poderia comprar o Twitter. E um dos pontos que muito se fala são os US $ 60 mil milhões que o Google pretende investir em aquisições. Se o Google pagasse  apenas o valor de mercado do Twitter, o preço ultrapassaria o negócio WhatsApp para se tornar a segunda maior aquisição de tecnologia na história. (Depois AOL-Time Warner, de 160 mil milhões, considerada uma das piores fusões da história porque entre várias coisas as sinergias prometidas entre as duas divisões, como a venda de publicidade e a partilha conteúdo, realmente nunca se materializaram.)

O tempo para que o Google comprasse o Twitter seria em 2009. Teria um potencial custo de apenas US $ mil milhões – cerca de 4% de sua receita anual.

 

3. Vídeos de 360 graus no Facebook

Os “vídeos esféricos”, ou vídeos 360 graus, foram apresentados apenas como preview, mas permitem uma visão global do espaço circundante, através do controlo com o “rato” do computador. Vídeos em 360 graus vão aparecer na timeline do Facebook , o que significa que os utilizadores podem interagir com as gravações feitas em câmeras especiais.
Filmes em 360 graus são a visão de futuro do Facebook para conjugar a nova aposta,  juntando um HeadSeat, para esse efeito, como o Oculus Rift.

 

360 imagens

Ao permitir o uso de vídeos em 360 graus e anunciar que o futuro está em realidade aumentada e virtual, essas empresas estão a testar a oportunidade de experimentar e atrair muitos programadores de ideias novas, opinou  o analista econômico para a América Latina Mediatelecom, Efren Páez.

“Neste momento suporta apenas um número limitado de câmeras de marcas como Kodak, Ricoh ou número Giroptic. Com isso, o especialista Mediatelecom, entende que o mercado vai gradualmente crescer com novas câmeras acessíveis, com o recurso para  filmar em 360 graus e desenvolver este novo segmento.

Estes, vídeos interativos, curtos, oferecem uma vista de 360 graus de espaço envolvente. De certa forma, eles funcionam como imagens esféricas do Google Street View, mas em  formato de vídeo.

4. Incorporar vídeos Faceboook no seu Site/Blog/Landing Page

Há alguns anos que o Google e Vimeo já suportam a possibilidade de utilizar os vídeos publicados nas suas plataformas tecnológicas e os integra  noutros espaços digitais, mas o diferencial do Facebook tem um enquadramento com imenso potencial, em termos de negócio.

Pelas características de  uma plataforma social, com vários milhões de utilizadores, o investimento (tráfego pago) para que o conteúdo de vídeo ganhe mais visibilidade para uma nova audiência no Facebook, pode ter impacto direto no modelo orgânico, já que,  quantos mais pessoas virem o vídeo,  mais alcance  o mesmo vai ter.

Na prática. gravações publicadas no Facebook também podem ser utilizadas fora da rede social, através de um código embed. Significa que o utilizador publica o vídeo no Site/Blog/Landing Page. O que o Facebook não explicou é que este benefício só funciona para plataformas que suportem flash, já que o player de vídeo tem essa tecnologia, o que revela que dispositivos mobile da Apple não vão ler, e para Android será necessário um browser como o Puffin Browser.

De acordo com o recente estudo do SocialBakers, as pessoas já dão preferência à plataforma de vídeo do facebook em detrimento do Youtube. “Facebook Video is Now Bigger Than YouTube for Brands

É sabido que os posts orgânicos rondam entre os 2% a 6%, ou seja produzir conteúdo para cativar a audiência é profundamente difícil.

O Facebook está a projetar o vídeo para uma percentagem orgânica maior a fim de  ganhar a batalha do vídeo e tornar um hábito capitalizar esses vídeos na plataforma social.

A rede social também sugeriu planos futuros para o video, num post no blog Facebook Mídia :”Ao longo dos próximos meses, estamos redesenhando o fluxo de upload de vídeos e páginas com novos recursos de controle e personalização, incluindo datas de validade, restrições de audiência e muito mais.”

 

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5. Real  time, conteúdo e comentários sincronizados com Facebook

Já existente em alguns blogs e sites, a experiência mais uniforme e unificada do Facebook procura massificar e popularizar, a integração entre os comentários nos sites a e actualização em tempo real no Facebook.
As novas ferramentas de comentários estão atualmente em testes com o Huffington Post, BuzzFeed e algumas outras empresas, antes de ser implementado globalmente para um público maior.

O Facebook encontra-se em negociações com alguns sites para albergar o seu conteúdo na rede social e incorporar conteúdo diretamente na plataforma social, procurando unir os esforços de quem produz e de quem distribui Facebook.

O tempo entre o utilizador clicar na notícia, abrir o browser e esperar  pelo conteúdo da notícia (texto, imagem e vídeo), mostrou que a taxa de rejeição é mais alta (oito segundos é o tempo que um leitor demora a entrar num link e redirecioná-lo para um determinado site), em comparação com uma taxa de abertura mais reduzida incorporada na rede social.

Uma experiência desenvolvida por Chris Cox, chefe de produto do Facebook, propõe o alojamento de conteúdos na sua “News Feed”.

Em relação à  unificação dos comentários, juntamente com as páginas do Facebook pode ajudar os gestores da empresa a  acompanhar conversas com mais facilidade,  facilitando a resolução de queixas sobre o spam de comentários do Facebook. Imagine que comenta uma notícia, numa plataforma integrada do Facebook, num conteúdo proveniente de um determinado site e utilizando uma caixa de comentários específica.Vai aparecer na newsfeed que comentou essa notícia, possibilitando que os utilizadores compreendam que comentou aquela notícia.

Além de hospedar conteúdo diretamente no Facebook, a plataforma social está a avaliar outras formas técnicas para acelerar a entrega dos seus artigos.

Mesmo aumentos marginais na velocidade de um site, disse Edward Kim, executivo-chefe da Simple Reach analytics e distribuição da empresa, geralmente significa grandes aumentos na satisfação do utilizador e gera mais tráfego. Por isso, diz,  é provável que o plano do Facebook incida sobre essas pequenas melhorias, em vez de receber dinheiro com acordos com empresas de conteúdos noticiosos.

O Facebook não tem, historicamente, feito qualquer tipo de repartição de receitas com editores de conteúdo. Essencialmente, a sua posição tem sido “Coloque o seu conteúdo no Facebook e nós enviamos o tráfego.”

6. A disputa de vídeo entre o Facebook e Youtube.

A nova App do Facebook criada à imagem do Snapchat e do Vine, pretende pôr todos os utilizadores a filmar e a partilhar vídeos. Com a nova aplicação móvel (app) “Riff” pode criar um vídeo até 20 segundos de duração e estimular a colaboração de amigos  com a criação e partilha de vídeo . Pode  convidar outros utilizadores a contribuir, acrescentando mais conteúdo visual.

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O Facebook implementou um sistema “In-Page” onde, para aumentar o número de visualizações para ver um vídeo, não precisa de clicar no vídeo, mas apenas no scroll down, ou seja, mover com o “rato” a página para baixo.  O filme começa e conta uma visualização. No caso do Youtube, foi implementada a sequência de vídeos, o que significa que quando o vídeo acaba, o Youtube começa a reproduzir outro vídeo em seguida. Um dos formatos mais comuns é o Pre-roll Trueview do Youtube, que permite analisar tecnicamente o viewability do vídeo, já que o utilizador clica no play para iniciar a publicidade. Esse formato revela  se o vídeo foi assistido até 25, 50 ou 100%.

Mark Zuckerberg vê o vídeo como a próxima progressão na partilha, semelhante à forma como as fotos ultrapassaram as mensagens de texto.

Com mais utilizadores a fazer uploads e partilha de mensagens de vídeo, o Facebook pode exibir mais vídeo e capitalizar os anúncios in-stream ou vídeos patrocinados.

 

Publicado em

Novas fontes de receita do Facebook (1)

Na sequência do primeiro artigo “O Facebook cresce menos e o valor do cliente aumenta” sobre os investimentos dos gigantes Web, trago-vos agora o ecosistema do Facebook para diversificar as fontes de receita conforme anúncios recentes, vários dos quais no evento Facebook Developer Conference.

 

Competição nos meios de pagamento:

O gigante das redes sociais afirmou que actualmente se  processa mais de um milhão de transações por dia para os jogadores de aplicações e respectivos anunciantes. O desejo do Facebook em converter 600 milhões de utilizadores em clientes pagantes é mais uma tentativa de outros projectos modelo para aumentar as fontes de receita.
A grande novidade de Março foi a possibilidade de utilizar o Facebook Messenger para enviar dinheiro a amigos, um sinal de que a plataforma social está a trabalhar para entrar no mundo bancário.
A transformação da plataforma móvel num serviço de pagamentos online, significa a possibilidade dos utilizadores associarem um cartão de débito Visa ou Mastercard à sua conta Messenger, para que possam realizar transações financeiras.

Recorde-se o Facebook Deals, um serviço de cupões lançado em 2011 –  dos Presentes no Facebook –  uma maneira para que os membros do Facebook enviem presentes físicos para outros membros, os créditos do Facebook, uma moeda virtual para a compra de bens virtuais no FarmVille e outros jogos de Facebook-embutidos. Estes ensaios podem ter tido impacto para este recente investimento de recursos humanos para impulsionar o Facebook Messenger como plataforma de pagamento.

PayPal tem apenas 162 milhões de contas ativas, contra o Facebook de 1,3 mil milhões.

Esta comparação ganha relevância tendo em consideração a nomeação do ex-presidente do PayPal, David Marcus, para liderar o Facebook Messenger em junho de 2014. Esta contratação foi consistente com os planos do Facebook para impulsionar  a sua plataforma e aumentar as ofertas aos utilizadores;

Um relatório publicado quarta-feira (25 de Março), pela analista Smittipon Srethapramote da Morgan Stanley, referia que “serviço de pagamento p2p vai incrementar mais receitas à Visa e a Mastercard Inc, em contraste com vários outros serviços de P2P que impulsionam uma parte substancial do seu volume por intermédio dos links diretos a contas correntes.

“Embora não esperemos que esta seja uma receita significativa no curto / médio prazo, se tivermos em conta a grande base de utilizadores do Facebook, esta parceria é relevante. Como plataforma de pagamento será importante acompanhar as oportunidades de  rendimento de longo prazo para o Facebook e WhatsApp, como parte de uma plataforma de pagamento ou eCommerce maior”, recorda a analista.

Mas o Gmail não dorme e o site Re/code obteve acesso a um extenso documento com o nome Pony Express projetado para permitir que as pessoas possam pagar as suas contas através do Gmail, ao invés de ter que ir até o site de algum banco,  intermediário ou fornecedor de serviço para completar um pagamento.

O novo serviço está previsto para ser disponibilizado no quarto trimestre deste ano, de acordo com o documento.

 

Nova fonte de receita: aplicações para Facebook Messenger

O Facebook separou a plataforma de Chat para uma aplicação móvel em Abril 2014. Pretende integrar diferentes aplicações, das quais 40 serão lançadas nos próximos dias.
A titulo de exemplo o Facebook fez referência à possibilidade de enviar pequenos vídeos “clips” da ESPN (canal de desporto), ou misturar efeitos especiais com imagens e vídeo, com a APP “Bad” um convite feito pelo Facebook à empresa de produção cinematográfica Robot de JJ Abrams, credibilizando a plataforma.

Assim o Messenger Facebook tornou-se uma “plataforma” com um programa de API próprio, com  programadores contratados para incentivar empresas de software para a desenvolver aplicações específicas para integrar com o Facebook Messenger.

A integração com diferentes aplicações, onde funções como editar um vídeo e enviá-lo pelo app de mensagens em poucos passos vão enriquecendo a comunicação na rede social, cria também  uma oportunidade de negócio.
Se nesta primeira fase as Apps vão ser gratuitas, é previsível que este formato seja uma nova fonte de receita da plataforma, com a opção de pagamento de Apps privadas.

Por enquanto, as aplicações de terceiros disponíveis para o Messenger incluem áreas formatos de filtros para fotos, criação de GIFs e vídeos. Com o lançamento da Plataforma Messenger, os utilizadores podem esperar mais aplicações através de uma ampla gama de funções num futuro próximo com apps gratuitas e previsivelmente (na minha opinião) pagas.

 

Pisca o olho para o E-Commerce: Messenger Business

Com a promessa de melhorar a comunicação entre prestadoras de serviço e os seus consumidores o Facebook quer mudar a maneira como as pessoas interagem com as empresas, capitalizando o processo de comunicação. Por exemplo  o processo de compra on-line, onde recibos, e-mails de confirmação, notificações de envio e problemas de atendimento ao cliente, podem ser centralizados na caixa de entrada do Facebook Messenger.

Deixando de utilizar o email, o Facebook pretende que as atualizações de compras cheguem através do Messenger, com novos recursos multimedia e ferramentas de interação.
Na semana anterior à conferência “Facebooker Developer Conference”, o Facebook anunciou um sistema de pagamento de peer-to-peer, o que pode começar a prever-se um esforço educacional para que as empresas possam acrescentar a gateway de pagamento no Facebook. Tal significa  que pode fazer todo o processo de compra e atendimento, sem nunca deixar o Facebook Messenger.

Na prática, ao adquirir um item no site de um E-Commerce, o utilizador pode optar por usar o serviço do Facebook ao invés do email. A loja, por sua vez, pode enviar o recibo e o código para acompanhar a sua entrega através do Messenger, apresentando um mapa atualizado em tempo real.

O Facebook pretende reduzir a burocracia e o distanciamento das marcas com o público, criando um espaço reservado para que o utilizador possa ver a informação pessoal relativamente à compra e integrando outras aplicações (exemplo do mapa) com o serviço de mensagens.

 

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Posicionamento pelo preço: 6 distinções da economia comportamental

Ao vender o seu produto ou serviço num mercado mais competitivo, com mais consumidores informados, importa conhecer estudos recentes que podem ajudá-lo a conhecer a economia comportamental. No mundo online, a compreensão para trabalhar estrategicamente o preço psicológico comprovado pode aumentar a quantidade de compras do cliente e em valores cada vez maiores.

Em todos os negócios que vivenciei  e nas diversas formas para fechar  negócio, o caso mais frequente susceptível de aumentar o número de vendas,  acaba por ser a proposta de redução dos preços. Esta solução, de último recurso, está muito relacionada na forma como o cliente percepciona o valor suficiente no produto/serviço, uma área da responsabilidade do comercial.

Através de táticas, as relações comportamentais entre consumidores, vendedores, números e valores,  encontram o ponto ideal de venda/compra agilizado. Vários estudos científicos do comportamento humano e do relacionamento,  têm em conta as táticas e carga emocional para a tomada de decisão, algumas abaixo indicadas:

1 A “paralisia de escolhas”;

Quando items semelhantes têm o mesmo preço, os consumidores vão adiar a sua decisão em vez de realmente agir.

De acordo com uma pesquisa da Univerdade de Yale “Adding Small Differences Can Increase Similarity and Choice” (2012),  a introdução de uma pequena diferença de um atributo que anteriormente era idêntico, pode aumentar o valor percebido entre items.

Numa experiência feita por investigadores. quando dois pacotes diferentes de gomas estavam ao mesmo preço (63 cêntimos), 46% das pessoas optaram por comprar. Quando os items semelhantes têm o mesmo preço, os consumidores estão dispostos a adiar a sua decisão, em vez de realmente agir.

Mais tarde, quando os pacotes alteraram de preço para 62 cêntimos e 64 cêntimos respetivamente, 77% dos consumidores optaram por comprar um pacote.
Items semelhantes mas com diferentes características, devem ser alvo de um teste de vendas, alterando preços, de modo que eles sejam diferentes uns dos outros.

2 Ancoragem e contraste;

A ancoragem foi descoberta em 1974 pelos psicólogos Amos Tversky e Daniel Kahneman que chegou a ganhar o Nobel de economia. Um dos meus livros de eleição “Pensar Depressar e Devagar” foi referenciado neste artigo;
Em breves palavras Kahneman contestou a teoria do Homo economicus, ser racional que pensa em como maximizar os seus interesses;
Por algum tempo, os economistas assumiram que o estudo das ações económicas do homem poderia ser feito abstraindo-se as outras dimensões culturais do comportamento humano: dimensões morais, éticas, religiosas, políticas, etc., e concentraram o seu interesse em duas funções elementares exercidas por todo e qualquer indivíduo : o consumo e a produção.

Os estudos de Tversky e Kahneman mostraram outro resultado:

As pessoas não são tão racionais ao comprar.

Ancoragem refere-se à tendência humana de confiar demais no primeiro pedaço de informação presente para tomar decisões. Um determinado produto/serviço apresentado por “x” valor ao lado de um preço super-premium, é percepcionado como muito barato. As opções menos dispendiosas são vistas  como uma “pechincha”

Além de serem atraídos para produtos preferidos, os consumidores evitam preços que parecem excessivos.

O livro Neuromarketing: o efeito de ancoragem, do contexto e o papel dos neurotransmissores na mente dos consumidores (2012)” explora este assunto com muita clareza;

 

3 Reduzir a dor no processo de vendas;

Uma pesquisa da Carnegie Mellon University (CMU) (2007) revelou de que forma as empresas podem reduzir pontos críticos no processo de compra e, por sua vez, aumentar a satisfação pós-compra bem como a retenção dos seus clientes.

a) Reformular o valor do produto: Apresentar o valor “x euros” por mês é melhor do que “x euros ano”. A não ser que o valor ano tenha um desconto associado, considere a primeira opção;

b) É Grátis? Quando os empresários querem motivar os clientes a comprar determinado produto, normalmente oferecem um desconto. De acordo com um novo estudo no Journal of Marketing de Akshay Rao, da Universidade de Carlson School of Management do Minnesota, muitos compradores preferem ter algo grátis primeiro, para conseguir algo mais barato.
De acordo uma pesquisa, as vendas de um sabão liquido vendeu mais 73%  quando, agregado a esse produto, ofereceram um pacote bônus, algo que não aconteceu quando foi oferecido um desconto.
Outra tática “GRÁTIS” para e-commerce é Entregas Grátis / Frete Grátis. O preço final até pode incluir essa despesa internamente, mas a mentalidade de quem compra influencia no ambiente online. A percepção de não ter custos adicionais durante o checkout motiva um cliente para avançar com a compra.

O livro de Dan Ariely Previsivelmente Irracional explora um conjunto de experiências inovadoras, dando resposta à forma como as nossas expectativas, emoções, normas sociais distorcem a nossa capacidade de raciocínio. Não só cometemos erros espantosamente simples todos os dias, como os repetimos constantemente. Não compreendemos os efeitos profundos que as emoções têm naquilo que desejamos e sobrevalorizamos o que já temos. Estes comportamentos desorientados não são aleatórios nem desprovidos de sentido, mas sistemáticos e previsíveis.

 

4 Não compare os preços sem uma razão;

Uma das primeiras técnicas que muitos empresários tentam na formação de uma nova estratégia de preços é comparar diretamente o seu preço com o de um concorrente.

De acordo com a pesquisa de Stanfordpreços comparativos podem causar efeitos indesejados na avaliações dos consumidores, se não houver contexto.

De acordo com o investigador Itamar Simonson

“comparar preços pode mudar o comportamento dos consumidores de maneiras muito fundamentais. O simples fato de fazer uma comparação pode causar a sensação que estavam a ser enganados de alguma forma.”

Esforçar o consumidores a compreender uma comparações explícita sobre o preço do produto ou serviço com o concorrente pode causar a perda de confiança na sua mensagem de marketing. Beneficie a sua oferta destacando pontos fortes exclusivos e colocando ênfase em tempo salvou mais dinheiro guardado…

“Os profissionais de marketing precisam estar cientes de que a venda comparativa, embora possa ser muito poderosa, não é isenta de riscos.”

O consumidor escolhe a marca porque percebe-a como a escolha menos arriscada.

 

5 Diferentes Níveis de Preço;

De acordo com William Poundstone, autor do livro Priceless: The Myth of Fair Value , revela que as pessoas não são capazes de estimar os preços “justos” com precisão e são fortemente influenciadas pelo inconsciente, irracional e políticamente incorreto.

Veja os padrões comportamentais para  uma variedade de cerveja:
No primeiro teste, havia apenas duas opções disponíveis – uma opção regular e uma opção premium.


Teste # 1
Níveis de preços, 2 opções

price-test-1

Quatro em cada cinco pessoas escolheu a segunda opção.


Teste # 2
Níveis de preços, 3 opções com produto barato

price-test-2

Adicionando um terceiro item, para mostrar uma opção mais barata  de  $1,60 o resultado foi ignorar essa opção e inverter a relação do padrão de compras premium.
E se os clientes não querem uma cerveja mais barata, talvez a cerveja mais cara pode funcionar?

Teste # 3
Níveis de preços, 3 opções com um item mais caro

price-test-3

 

Estes exemplos mostram claramente a importância de testar diferentes faixas de preços.
Alguns clientes vão querer a opção mais cara, assim que adicionar um preço super-premium, a verdade é que essa opção vai ajudar outros consumidores a olharem para outros preços por comparação.

(Imagens de Nathan Barry)

 

6 Preços simples

Num trabalho de pesquisa publicado no Journal of Consumer Psychology , os pesquisadores descobriram que os preços que continham mais sílabas pareciam, drasticamente superiores para os consumidores.

Exemplo

  • € 1.499,00
  • € 1.499
  • € 1499

De acordo com os estudo, os consumidores consideraram que os dois preços pareciam superiores em comparação com o terceiro €1499.
Se quer que as pessoas percebam que o preço é mais razoável, deixe de fora as vírgulas e os centavos. As pessoas vão perceber que o preço é um pouco mais razoável.

Mais especificamente, o estudo descobriu que quando um preço inclui um ponto (por exemplo, € 1.426 euros  € 1426), aumenta o tempo de processamento e cria a percepção de que a magnitude do preço é maior. O mesmo efeito ocorreu quando centavos foram adicionados a um preço (por exemplo, € 1426,85  foi percebida para ser de uma magnitude significativamente mais elevada do que € 1426).
Evite todos os acréscimos desnecessários à sua estrutura de preços, dando prioridade para o estilo mais simples possível.
Vai implementar algumas das descobertas no seu negócio?

 

Obrigado pela leitura!

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O valor do Ciclo de Vida do Cliente: 5 motivos para abrir os olhos

Com o aumento contínuo de soluções móveis, estratégias para captar a atenção do utilizador nas redes sociais, novas ferramentas e tecnologia agora disponíveis, existem inúmeras maneiras para as empresas chegarem até ao seu público-alvo. O que muitas empresas deixam de considerar é o esforço de aquisição nas decisões de negócios sobre vendas, marketing, para atrair uma nova venda.

Marketing:
Quanto gasto e quanto devo gastar para adquirir um cliente?

Produto:
Como posso oferecer produtos e serviços adequados para os melhores clientes?

Suporte ao Cliente:
Qual é custo de manutenção e quanto devo gastar para manter um cliente face ao seu lucro?

Um estudo da Kenshoo revela que o custo por clique na publicidade dos motores de busca tem aumentado 7% ao ano. A publicidade feita em redes sociais tem tido um aumento de 114%.
A otimização da taxa de conversão por si só, nunca será suficiente para mantê-lo competitivo em relação a empresas com melhor desempenho.

A base de qualquer estratégia de marketing digital bem sucedida é construída tendo em consideração que,  se gastei “X” devo receber “Y” o que,  em breves palavras,  vou simplificar como (ROI).No entanto, os profissionais de marketing cometem um erro muito comum, em relação a este tema: Medem o Retorno do investimento com base na primeira transação.

A medição do ROI , tendo por base a primeira transação, significa que está a ser tido em conta o gasto vs. taxa de conversão, mas não mostra os resultados do tipo de cliente que gasta mais do que uma vez.
Uma das formas de avaliar o valor que um cliente ao longo do tempo é através da métrica O Valor do Ciclo de Vida do Cliente ou Customer Lifetime Value (CLV). Segundo Berger e Nasr (1998), o CLV para uma empresa é o resultado líquido de um cliente durante toda  a vida de transações desse cliente com a empresa.

Para garantir um bom retorno sobre o investimento, as organizações precisam de determinar o Customer Lifetime Value (CLV) projetando clientes potenciais ou existentes, antes de investir em novas actividades empresariais. Significa que a preocupação da empresa pela experiência do cliente no relacionamento com a empresa passa por:

  • O primeiro contacto
  • Receber comunicações de marketing e vendas
  • A compra
  • Serviço pós venda

O valor da experiência do cliente foi destacado num relatório recente da Econsultancy, que constatou:

64% das empresas avalia a experiência do cliente como a melhor tática para melhorar CLV.

Walker Research sublinhou a importância da experiência do cliente num estudo,  prevendo que, até o final da década, a experiência do cliente ultrapassaria o preço e o produto como o principal diferenciador da marca, enquanto a empresa Deloitte constatou:

82% dos consumidores consideram a experiência do cliente como um diferencial competitivo.

Alguns dos clientes que produzem receitas substanciais podem não ter vantagem em negócios, porque este custo de servir o cliente come as margens de lucro.

A Bain and Company  mostra que um aumento de 5% na retenção de clientes pode ter uma subida de 75% no lucro de uma empresa.

Se está a medir o ROI, utilizando a primeira transação apenas, a sua métrica será distorcida por parte dos clientes que deram uma primeira compra ou pelas campanhas que trouxeram mais clientes.

 

Para implementar com sucesso uma estratégia de CLV, as empresas precisam de garantir conhecimento aos funcionários com as ferramentas para fazê-lo.econsultancy-estudo

 

Permita-me pormenorizar algumas motivações para iniciar o processo de CLV

  • 1. Criar uma base de dados dinâmica e completa.
    – Os processos vêm sempre antes da tecnologia, por isso deve primeiro determinar o processo para segmentar os clientes, aplicando-o ao seu sistema de automatização de marketing começando por identificar os seus melhores clientes existentes;
    – Identificar os seus potencias clientes de acordo com o perfil;
    – Avaliar quantas horas os seus recursos investem na gestão desse cliente e comparar com os lucros. É importante lembrar que o CLV é sobre as margens de lucro e não de receitas.
  • 2. Segmentar clientes em grupos homogéneos
    – Faça um levantamento de esforço/tempo/ferramentas para o segmento de clientes de acordo com o seu valor, criando uma estratégia de retenção diferenciada;
    – Faça uma diferenciação do esforço de marketing e vendas, com reforço para clientes de maior porte;
    – A maior falha das empresas no âmbito da automatização de marketing passa pelo processo de captação de dados, adquirindo as informações necessárias para fazer depuração de dados ou adequar as suas próprias táticas para aprender tanto quanto possível sobre os seus clientes.
  • 3. Certifique-se de conhecimento prévio de todas as interações para a boa experiência do cliente.
    – A Automatização da comunicação com base no comportamento do cliente é considerada uma das formas de maior impacto para crescer num relacionamento bem sucedido. Assumindo que estamos a falar de um negócio digital, já sabe quantas visitas chegam ao site, quais as páginas onde os utilizadores permanecem mais tempo, quantos cliques em anúncios do Google Adwords, Facebook Ads, e uma infinidade de possibilidades dependendo do tipo de tráfego que está a atrair;
    – Planeie as suas comunicações e atribua o seu orçamento de marketing de acordo com a rentabilidade projetada do cliente;
    – Programe a estratégia de crescimento, ou lead nuttering,  (que visa manter o lead/prospect dentro do funil até que ele esteja realmente pronto para ser abordado pelo departamento de vendas) através da entrega de conteúdo útil, relevante e que, de preferência, resolva um problema desse lead / prospect.
  • 4. Impulsionar a lealdade.
    – No mundo digital, um cliente feliz pode se tornar um evangelista da marca, promovendo a sua empresa online  a novas perspectivas. Um cliente mais leal, o mais provável,  é a oportunidade para upselling e cross-selling;
    O CEO da TESCO Philip Clarke partilhou com a Marketing Week que o “Clubcard loyalty” ajudou o supermercado a vender mais, tendo em consideração o foco nos clientes.
  • 5. Rentabilizar recursos e maximizar o valor dos clientes
    – Automatizar estas tarefas: software CRM irá registrar e controlar esse tipo de informação de forma automática e inscrever os clientes a campanhas específicas com apenas alguns cliques;
    –  Alteração das campanhas e estratégias de acordo com as necessidades identificadas (interação com o mesmo tipo de conteúdos ou anúncios), a taxa de conversão estimada; Número de visitas;
    – Cross. sell / up sell / retenção;
    – Descontos, manter contato com os clientes por SMS, redes sociais, implementar um programa de cartão cliente/lealdade;
    – Dê um nome a uma sala, paredes com fotos de clientes e outras experiências diferenciadoras.

Por fim, vamos a contas com esta calculadora

O CVL permite medir a vida média desse cliente e ter uma projecção média de gastos em produtos ou serviços da empresa.

O método trabalha essencialmente com informações extraídas da base de transações de consumidores. Não inclui elementos que dizem respeito às motivações existentes que afectaram as decisões de compra. É preciso avaliar se os dados referentes à taxa de retenção ou de uma nova compra de um serviço,  podem significar a ausência de alternativas, a falta de informação e/ou o elevado custo da troca.

Muitos empresários reconhecem a crescente importância de uma visão de negócios que preconize o valor do cliente e a avaliação do impacto financeiro dos seus esforços de marketing e vendas, aumentando o número clientes que paga mais e, por consequência, gera mais  valor da empresa.